sexta-feira, 31 de julho de 2009

Ancine destaca importância do Vale-cultura

Vale-cultura, expansão do parque exibidor e linhas do Fundo Setorial do Audiovisual são prioridades da Ancine

O diretor-presidente da Agência Nacional de Cinema (Ancine), Manoel Rangel, focou três pontos em suas palavras dirigidas aos jornalistas, na tarde de ontem, em um hotel de Fortaleza, durante o 19º Cine Ceará - Festival Ibero-Americano de Cinema - audiovisual e educação - 2009.

O primeiro foi o Vale-cultura, focado não nos produtores, mas no conjunto da população brasileira, como uma política pública na área cultural a exemplo do que é feito em áreas como saúde e educação. Por ele, quem recebe até cinco salários-mínimos terá direito a um vale de R$ 50,00 mensais para consumo de bens e serviços culturais, com uma contrapartida de 10%, ou seja R$ 5,00 mensais. “Além de um enorme impacto cultural, teremos um outro econômico para o setor do audiovisual”, disse.

Seu segundo destaque foi a política de expansão do parque exibidor dirigido a um público para o qual o mercado de salas de cinema não tem se desenvolvido, incluindo cidades com mais de 100 mil habitantes sem salas de cinema e outros locais com demanda reprimida. Isso tudo sem seguir exclusivamente o ritmo de expansão de shopping centers. Rangel deixou por último as considerações acerca do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), que teve suas primeiras linhas lançadas em dezembro do ano passado e que, segundo enfatizou, com o objetivo de garantir uma exploração adequada dos recursos, não será aplicado exclusivamente a fundo perdido, abrindo possibilidades de retorno dos investimentos. “O objetivo é promover uma mudança cultural no sentido de estimular o conjunto da produção, encontrando uma equação de sustentabilidade do investimento e do retorno.

Para isso, haverá uma premissa básica de investimentos nos melhores projetos, tanto em termos de público quanto de crítica. Quem faz sucesso tem que devolver parte desse sucesso”. Duas linhas de ação, com R$ 30 milhões, visam o fortalecimento de distribuidoras nacionais que tenham a obra brasileira como principal, pela aquisição de direitos de distribuição e de comercialização de longas-metragens.

A terceira linha, com R$ 14 milhões, objetiva reforçar a ligação entre a produção independente e a televisão. A quarta, com R$ 30 milhões, visa melhorar a competitividade das obras e empresas voltadas à produção cinematográfica por meio da produção cinematográfica de longas-metragens. Resumindo: o FSA pretende garantir mais investimentos; estabelece critérios de aplicação de recursos públicos baseados no desempenho das empresas e dos resultados esperados dos projetos. Reforça, também, o compromisso público do governo Federal com o desenvolvimento das atividades audiovisuais brasileiras.

MARISTELA CRISPIM
Repórter DN

Evento destaca ação da comunidade

Iguatu-CE. Discutir a participação da comunidade e o controle social no Sistema Único de Ação Social (Suas). Este é o objetivo da V Conferência Municipal de Assistência Social, realizada no Teatro Pedro Lima Verde. O evento termina hoje, após uma série de debates sobre políticas públicas para o setor e escolha de delegados que devem participar da conferência estadual.

Este ano, o evento tem como temática "A participação e o controle social no Suas". A secretária de Assistência Social, Célia Freitas Amorim, destacou os avanços obtidos na última década. "Antes, falar em ação social era falar em esmola, clientelismo, interferência política. Esse quadro mudou e agora a nossa luta é pela efetivação dos direitos sociais", disse.

Na abertura do evento, a participação de Guilherme Ferreira, cinco anos, cantando música popular brasileira, emocionou a platéia. O menino foi aplaudido de pé. O presidente do Conselho Municipal de Assistência Social, Edmar Gomes Alves, falou que a conferência é um espaço de debate e conhecimento dos direitos sociais. "A maioria da população não conhece os seus direitos", pontua.

O encontro discute a inserção dos usuários nos espaços de controle e fiscalização, avaliação do plano decenal para o setor, os direitos da assistência social, processo histórico de participação popular, financiamento e políticas públicas. O município é o primeiro a realizar a conferência de âmbito local, na região Centro-Sul.

Mais informações:

Secretaria Municipal de Assistência Social de Iguatu
Rua 21 de Abril, s/n
Fone: (88) 3581.6609
DN

Ceará poderá ter base para lançar foguetes

Ministério da Ciência e Tecnologia pleiteia área litorânea de três mil hectares em condições para instalação do projeto


O governo do Estado se depara com novo desafio: assegurar uma área litorânea de três mil hectares livres e com condições apropriadas para instalação de uma base espacial para lançamento de foguetes. O terreno foi pleiteado pelo Ministério das Ciência e Tecnologia (MCT), no fim de 2008, para uma possível instalação do Complexo Espacial Brasileiro (CEB), que se encontra comprometido por problemas financeiros, e, sobretudo, pela falta de terras próximas ao Centro de Lançamento de Foguetes de Alcântara, no Maranhão.

A questão ganha força a partir de matéria veiculada ontem no jornal Valor Econômico, que afirma que parte do Programa Espacial Brasileiro, antes concentrado em Alcântara, será transferido para o litoral do Ceará, em região nas proximidades do Porto do Pecém.

A oportunidade se abre, a partir de decisão do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) de decretar como área Quilombola, 78 mil hectares dos 114 mil que, atualmente, constituem a península de Alcântara. ´Um terreno de três mil hectares foi pleiteado pelo MCT, no fim do ano passado, mas ainda não há definição quanto a sua localização´, confirmou ontem, o governo estadual.

No âmbito do Executivo, a exceção do governador Cid Gomes, poucos sabem ou falam sobre o assunto. ´A única certeza é de que não será no Pecém, porque o Complexo Industrial já está destinado para a instalação da siderúrgica, da refinaria, da Zona de Processamento das Exportações (ZPE) e de termelétricas´, assegurou fonte do gabinete do governador. Outro motivo seria a disputa pela propriedade de terras no Pecém, em São Gonçalo do Amarante, entre os índios anacés e o governo do Estado — o que estaria dificultando a instalação da refinaria, na área.

Análise comparativa

Entretanto, a região litorânea do Pecém é considerada privilegiada, pela localização estratégica para o lançamento de foguetes com satélites: o Pecém está a 3,2 graus em relação à linha do Equador, enquanto a base de Alcântara está a 2,2 graus.

A proximidade com a linha do Equador representa vantagem financeira. Cada lançamento realizado da base de Alcântara significa redução de até 30% nas despesas de lançamento, em relação aos gastos gerados em qualquer outra base instalada no mundo.

´A economia em um lançamento em Alcântara chega a US$ 5 milhões´, informa uma fonte da Agência Espacial Brasileira (AEB), autarquia Federal que desenvolve o Programa Nacional de Atividades Espaciais (Pnae).

Outras vantagens do Pecém seriam a proximidade com a Capital, Fortaleza, a estrutura portuária e a redução de risco de queda de destroços.

A mesma fonte ressalta no entanto, que os estudos para criação de outros sítios de lançamentos de foguetes, além do de Alcântara e da Barreira do Inferno, no Rio Grande do Norte, estão apenas no início. Ela lembra ainda, que além da posição geográfica, outros fatores como disponibilidade de infra-estrutura, segurança etc, também precisam ser estudados para a definição da localização de uma base espacial. Pressões políticas e o quanto de incentivos fiscais ofertados também tendem a influenciar em decisões dessa magnitude.

´Se o Ministério da Justiça mantiver a decisão (do Incra, em favor dos Quilombolas), a expansão do programa espacial estará comprometida´, confirma fonte da Alcântara Cyclone Space (ACS), empresa binacional formada pelo Brasil e Ucrânia, para desenvolvimento de Veículos Lançadores de Satélites (VLS). Ele também confirma a existência de estudos para instalação de novas bases, mas garante que a ACS manterá suas instalações em Alcântara, de onde será lançado o foguete ucraniano Cyclone 4. O conflito com os Quilombolas será tema de reunião, do Ministro da Defesa, Nelson Jobim, do presidente da ACS, Roberto Amaral , com o presidente Lula, na próxima quarta, segundo o jornal Valor Econômico.

Carlos Eugênio
Repórter
DN


Ceará poderá ter base para lançar foguetes

Ministério da Ciência e Tecnologia pleiteia área litorânea de três mil hectares em condições para instalação do projeto


O governo do Estado se depara com novo desafio: assegurar uma área litorânea de três mil hectares livres e com condições apropriadas para instalação de uma base espacial para lançamento de foguetes. O terreno foi pleiteado pelo Ministério das Ciência e Tecnologia (MCT), no fim de 2008, para uma possível instalação do Complexo Espacial Brasileiro (CEB), que se encontra comprometido por problemas financeiros, e, sobretudo, pela falta de terras próximas ao Centro de Lançamento de Foguetes de Alcântara, no Maranhão.

A questão ganha força a partir de matéria veiculada ontem no jornal Valor Econômico, que afirma que parte do Programa Espacial Brasileiro, antes concentrado em Alcântara, será transferido para o litoral do Ceará, em região nas proximidades do Porto do Pecém.

A oportunidade se abre, a partir de decisão do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) de decretar como área Quilombola, 78 mil hectares dos 114 mil que, atualmente, constituem a península de Alcântara. ´Um terreno de três mil hectares foi pleiteado pelo MCT, no fim do ano passado, mas ainda não há definição quanto a sua localização´, confirmou ontem, o governo estadual.

No âmbito do Executivo, a exceção do governador Cid Gomes, poucos sabem ou falam sobre o assunto. ´A única certeza é de que não será no Pecém, porque o Complexo Industrial já está destinado para a instalação da siderúrgica, da refinaria, da Zona de Processamento das Exportações (ZPE) e de termelétricas´, assegurou fonte do gabinete do governador. Outro motivo seria a disputa pela propriedade de terras no Pecém, em São Gonçalo do Amarante, entre os índios anacés e o governo do Estado — o que estaria dificultando a instalação da refinaria, na área.

Análise comparativa

Entretanto, a região litorânea do Pecém é considerada privilegiada, pela localização estratégica para o lançamento de foguetes com satélites: o Pecém está a 3,2 graus em relação à linha do Equador, enquanto a base de Alcântara está a 2,2 graus.

A proximidade com a linha do Equador representa vantagem financeira. Cada lançamento realizado da base de Alcântara significa redução de até 30% nas despesas de lançamento, em relação aos gastos gerados em qualquer outra base instalada no mundo.

´A economia em um lançamento em Alcântara chega a US$ 5 milhões´, informa uma fonte da Agência Espacial Brasileira (AEB), autarquia Federal que desenvolve o Programa Nacional de Atividades Espaciais (Pnae).

Outras vantagens do Pecém seriam a proximidade com a Capital, Fortaleza, a estrutura portuária e a redução de risco de queda de destroços.

A mesma fonte ressalta no entanto, que os estudos para criação de outros sítios de lançamentos de foguetes, além do de Alcântara e da Barreira do Inferno, no Rio Grande do Norte, estão apenas no início. Ela lembra ainda, que além da posição geográfica, outros fatores como disponibilidade de infra-estrutura, segurança etc, também precisam ser estudados para a definição da localização de uma base espacial. Pressões políticas e o quanto de incentivos fiscais ofertados também tendem a influenciar em decisões dessa magnitude.

´Se o Ministério da Justiça mantiver a decisão (do Incra, em favor dos Quilombolas), a expansão do programa espacial estará comprometida´, confirma fonte da Alcântara Cyclone Space (ACS), empresa binacional formada pelo Brasil e Ucrânia, para desenvolvimento de Veículos Lançadores de Satélites (VLS). Ele também confirma a existência de estudos para instalação de novas bases, mas garante que a ACS manterá suas instalações em Alcântara, de onde será lançado o foguete ucraniano Cyclone 4. O conflito com os Quilombolas será tema de reunião, do Ministro da Defesa, Nelson Jobim, do presidente da ACS, Roberto Amaral , com o presidente Lula, na próxima quarta, segundo o jornal Valor Econômico.

Carlos Eugênio
Repórter
DN


quinta-feira, 30 de julho de 2009

Campanha faz prevenção contra a hanseníase

Honório Barbosa
Após um ano de mobilização, aconteceu, ontem, neste município, na região Centro-Sul, o `Dia D` da campanha `Iguatu livre da hanseníase`, promovida pela Secretaria Municipal de Saúde, com apoio financeiro da Organização Não Governamental (ONG), LRA, da Inglaterra. A idéia é chamar a atenção dos moradores para os sinais e sintomas da doença e alertar a comunidade para que procure o serviço de saúde, pois a doença tem cura e o tratamento é gratuito.

Durante esta semana, houve panfletagem nos cruzamentos das ruas e equipes do Programa Saúde da Família (PSF) visitaram casas para dar orientação aos moradores sobre a doença, sintomas e tratamento. Ontem, as unidades do PSF realizaram atendimento especial voltado para a identificação de novos casos da doença.

Iguatu lidera o hanking de incidência de hanseníase no Ceará. No ano passado, surgiram 140 novos casos. "Os números aparecem porque temos uma busca ativa, um trabalho sério de identificação e tratamento da doença", explica a coordenadora do Programa de Hanseníase e Tuberculose, em Iguatu, Laura Bezerra. O município tem um percentual de cura acima de 90%. "Isso mostra que o trabalho está no caminho certo e vamos vencer esse problema", afirma ela.

Apesar dos esforços do governo nos últimos cinco anos, a hanseníase vem se interiorizando e expandindo no Ceará. Em muitos municípios, as taxas se mantêm elevadas e em alguns casos há crescimento da doença, que é considerada de alta endemicidade.

Segundo a Secretaria de Saúde do Estado (Sesa), há 21 municípios prioritários, por importância epidemiológica, que respondem por 51% dos casos. São eles: Brejo Santo, Canindé, Caucaia, Crato, Fortaleza, Iguatu, Itaitinga, Jaguaribe, Juazeiro do Norte, Lavras da Mangabeira, Maracanaú, Maranguape, Missão Velha, Pacatuba, Paracuru, Pentecoste, Quixeramobim, Santana do Acaraú, São Gonçalo do Amarante, Sobral e também Várzea Alegre.

O número de casos novos e o coeficiente de detecção na faixa etária de 0 a 14 anos de idade, indica que a hanseníase é uma doença em expansão no Ceará. Esse quadro traz preocupação para as autoridades. Em 2000, a Organização Mundial de Saúde (OMS) apresentou uma meta para que o índice de prevalência fosse menor ou igual a 1 para 10 mil habitantes. O desafio não foi renovado para 2005, mas até hoje não foi alcançado. A hanseníase apresenta, ao longo da história, forte preconceito social. O estigma prejudica os pacientes que escondem a doença ou abandonam o tratamento. "A falta de informação sobre a doença é o principal obstáculo", diz a coordenadora do setor de Epidemiologia da 18ª Coordenadoria Regional de Saúde, em Iguatu, Mercedes Bezerra. "A hanseníase tem cura e as pessoas podem levar uma vida normal no trabalho, na família e na sociedade", destaca ela.

A coordenadora do Programa de Hanseníase e Tuberculose, em Iguatu, Laura Bezerra, mostrou que nos últimos cinco anos uma série de ações está sendo adotada para reverter o quadro. "Se somos o primeiro lugar em número de casos, também somos campeão em detecção precoce e em número de tratamento dos contatos".

Mais informações:

Secretaria de Saúde do Município de Iguatu, Rua Júlio Cavalcante, S/N
(88) 3581. 1700
(88) 3581. 4259

Schumacher volta para "salvar" F1, diz tricampeão

Conhecido por suas frases polêmicas, o tricampeão mundial Niki Lauda acredita que a volta de Michael Schumacher à Fórmula 1 serve para que se evite um "desastre" na categoria. O alemão substituirá Felipe Massa na Ferrari até que o brasileiro tenha condições de voltar às pistas - ele se recupera de um grave acidente sofrido no último sábado, na Hungria.

"A volta de Michael é uma grande notícia. Ele vai ser o 'salvador' da Fórmula 1 neste ano marcado por atos políticos", disse Lauda ao jornal The Sun, incomodado não só com as polêmicas envolvendo questões no regulamento entre FIA e equipes, como também a saída de escuderias como a BMW.

Na última quarta-feira, a equipe alemã anunciou sua retirada das pistas ao final da temporada 2009. "Nós vimos a BMW pular fora, se juntando à Honda (que saiu da F1 e deu lugar à Brawn GP). Então, a volta de Schumacher é a melhor coisa que aconteceu na F1", declarou o austríaco.

"Michael está consciente dos perigos. Ele é um cara inteligente", elogiou Lauda, que retornou à F1 após um período de cinco anos e ganhou seu terceiro título em 1984. "Michael ainda não correu com o F60 (modelo da Ferrari), mas isso não será problema. Será apenas mais um carro de corrida para ele. Nós todos vamos nos surpreender com aquilo que ele ainda pode fazer", declarou.

Terra

terça-feira, 28 de julho de 2009

Massa recebe mensagem de apoio do presidente Lula

Pai do piloto Felipe Massa, Luiz Antônio Massa contou, nesta terça-feira, que recebeu mensagens do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no último domingo, um dia depois que o seu filho sofreu um grave acidente no treino classificatório para o GP da Hungria de Fórmula 1, em Budapeste.

De acordo com a assessoria de imprensa de Massa, Titonio, como é popularmente conhecido, confirmou que recebeu mensagens do presidente Lula - uma para ele e a mulher Ana Elena e outra para Felipe e a mulher Raffaela. Elas foram entregues pelo embaixador brasileiro em Budapeste.

Durante o treino classificatório para o GP da Hungria, Massa foi atingido por uma mola do carro de Rubens Barrichello e sofreu fraturas na região da testa. Os médicos disseram nesta terça que o brasileiro pode ter alta dentro de dez dias.

O pai de Massa comemorou a evolução no quadro clínico do piloto brasileiro. "Felipe passou o dia bem e continua se recuperando cada vez melhor. Hoje, falou um pouco mais, embora ainda continue um pouco sonolento", contou Titonio, antes de comemorar o fato de Massa ter aberto o olho esquerdo, ferido no acidente de domingo.

"A boa notícia foi que ele abriu o olho esquerdo, a pedido do oftalmologista que foi examiná-lo, e está enxergando perfeitamente", emendou.

Acidente

Acidente No último sábado, Massa foi atingido por uma mola que se desprendeu do carro do compatriota Rubens Barrichello, da Brawn, e passou por cirurgia para retirada de fragmentos ósseos do rosto. O brasileiro também se recupera de fraturas na região do trauma.

Na última segunda, Massa foi retirado do coma induzido de 48 horas, movimentou os braços, as pernas e respondeu a todos os estímulos, o que indica, a princípio, ausência de danos neurológicos. Desde então, o piloto não foi mais entubado.

Nem todos terão direito ao benefício

Sobral-CE. Os números já apontam perda na safra de grãos em torno de R$ 332 milhões, mas a previsão é chegar a R$ 684 milhões, somente neste primeiro semestre, segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), elaborado sob a coordenação do Instituto brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Enquanto isso, os agricultores da zona norte e Litoral Oeste vivem na ansiedade de receber o Garantia Safra, que este ano pode chegar a R$ 600, por cada trabalhador e trabalhadora cadastrados no programa. “Mas nem todos terão direito ao benefício devido o município não ter pago as parcelas exigidas pelo programa”, disse José Ferreira, coordenador da Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura do Estado do Ceará (Fetraece), que representa 38 municípios na região norte do Ceará.

Entre os municípios que se apresentam como negativo para receber os benefícios estão Alcântaras, Coreaú e Senador Sá. De acordo com o presidente do Sindicato dos trabalhadores de Coreaú, Antônio Machado de Albuquerque, pelo menos 1.300 agricultores aguardam a regularização. “O prefeito Carlos Roner nos garantiu que o município está revendo a situação”, disse. Esses trabalhadores tiveram perda na safra acima de 50%, o que já garante a inclusão no programa.

Já em Alcântaras, o número de trabalhadores que esperam a ajuda do Governo Federal é pequena, algo em torno de 47. Em Senador Sá, são mais de 600 agricultores.

“Para que o trabalhador garanta a sua participação no programa, ele tem que pagar uma taxa de R$ 5,50 em qualquer casa lotérica, em contra-partida o município onde ele reside também tem que pagar uma taxa um pouco maior, de R$ 16,00 por cada trabalhador que aderir ao Seguro Safra. Se assim não fizer o trabalhador não terá direito ao benefício”, esclarece Ferreira.

Um dos agricultores em Sobral que está incluído no programa e que aguarda ajuda por parte do Governo Federal é Antônio Olavo da Ponte, que mora na localidade de Salgado dos Machados. Ele disse que chegou a plantar cerca de 16 quilos de grãos entre milho e feijão. “Perdi quase tudo. Acredito que a colheita não chegará a 50 quilos”, disse Ponte.

Frustrações

“As perdas estão por quase todos os municípios, mas aonde se registrou as maiores frustrações foi na bacia do Rio Coreaú, devido às cheias naquela região, principalmente do Rio Juazeiro”, garante Ferreira.

Conforme pesquisa de campo, nesta região os índices apresentam perda da lavoura que varia de 60% a 70%. Este ano, segundo a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), o volume de chuvas no Estado foi 100% superior à média registrada nos últimos 35 anos.

WILSON GOMES
Colaborador
DN

Aniversário de morte de Lampião é rememorado

Grupo de barcamateiros vestidos a caráter participaram da solenidade de abertura do seminário sobre o aniversário de morte de Lampião (Foto: Antônio Vicelmo)
Passados 71 anos da morte de Lampião, a realidade do sertão nordestino não mudou muito, segundo escritores

Serra Talhada. Com tiros de bacamarte, mosquetão, cravinote e uma densa nuvem de fumaça, foi aberta a programação comemorativa aos 71 anos da morte de Lampião, no Sítio Passagem das Pedras, a 40 quilômetros de Serra Talhada, onde nasceu o “Rei do Cangaço”, no dia 7 de julho de 1897. Ele morreu em 28 de julho de 1938, na Grota de Angicos, município de Poço Redondo, Sergipe. Depois de 71 anos de sua morte, a alma do “Rei do Cangaço” parece ainda vaguear pelo sertão, motivando amor e ódio, crueldade e heroísmo.

Mesmo em Serra Talhada, reduto de cangaceiros, as opiniões se dividem. Ainda existem marcas de sangue deixadas por seu filho ilustre. Para muitos, um assassino sanguinário que aterrorizava o sertão com seu bando. Para outros, um herói popular que defendia os oprimidos contra a força dos coronéis. “Quem foi o verdadeiro Lampião e qual a sua importância agora é uma discussão para a história”, afirma o escritor Anildomá Wilians, promotor do seminário que debateu a vida de Virgulino Ferreira. “O fato é que Lampião reinou na década de 30 no Nordeste, dando sustentação a um movimento controverso e pouco estudado”, afirma ele.

Influência

O evento foi promovido pela Fundação Cultural Cabras de Lampião, com a participação de escritores do cangaço, entre os quais Alcino Costa, Adriano Marcena, Paulo Moura, José Alves Sobrinho, Anildomá Willans, Luís Rubem e os cearenses Magérbio Lucena e Antônio Vicelmo. O seminário apontou a influência de Lampião na cultura popular e atiçou a imaginação sobre os “mistérios” que povoam o sertão, quando se fala do “Comandante das Caatingas”.

O escritor Alcino Costa, ex-prefeito de Poço Redondo e autor do livro “Lampião, além da Versão”, levantou a hipótese, não confirmada pelos historiadores, de que Lampião não teria morrido em Angicos. A maioria dos debatedores reafirmou a versão oficial de que o Rei do Cangaço foi morto em Angicos com mais dez cangaceiros, inclusive a mulher, Maria Bonita. O combate durou somente 10 minutos. Os policiais tinham a vantagem de quatro metralhadoras Hotkiss. Os 11 cangaceiros foram mortos e tiveram suas cabeças cortadas e expostas à execração pública. Maria Bonita foi degolada viva. Os outros conseguiram escapar.

O escritor cearense Magérbio Lucena, autor do livro “Lampião e o Estado Maior do Cangaço”, diz que passados 71 anos da morte de Virgulino, a realidade do sertão nordestino, principalmente em Pernambuco, não mudou muito. Os cangaceiros foram substituídos pelos pistoleiros de aluguel, o tráfico de maconha.

Os cangaceiros de ontem, segundo Magérbio, estão nas favelas das grandes cidades. “Os coronéis de antigamente hoje estão espalhados e infiltrados nos três poderes, gozando de foro privilegiado. A seca ainda vitima milhões de sertanejos”, analisa o escritor regional.

Magérbio lembra que, na década de 1920, a concentração da população era de 80% no campo e 20% na cidade. O quadro está invertido. Segundo avalia, grandes quadrilhas abandonaram o vagar inseguro dos campos pelas cidades, onde se dedicam aos mais variados ramos da criminalidade e de onde se deslocam de vez em quando para o interior.

“No Nordeste, as estradas continuam tão ou mais inseguras do que no tempo do cangaço e as agências bancárias das pequenas cidades do Interior são alvos freqüentes das quadrilhas que, ao invés de fuzis ‘mauser’, usam fuzis AR-15 e metralhadoras portáteis”.

Mais informações:

Fundação Cultural Cabras de Lampião, Pontos de Cultura Artes do Cangaço
(87) 3831.2041
cabrasdelampiao@bol.com.br

ANTÔNIO VICELMO
Repórter
DN

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Afogamento: 2.500 mortes evitadas por ano

Kid Júnior

A média de salvamento do CBM/CE é cinco vezes maior que o número de mortes por ano, que chega a 500

Josué Gomes dos Santos, 64 anos, jangadeiro, se considera um grande conhecedor do mar. Ele é pescador há 50 anos. Há duas semanas segurava o choro na recepção do Serviço de Verificação de Óbitos (SVO), onde temporariamente estão sendo examinados os cadáveres que vão para a Coordenadoria de Medicina Legal (Comece). ´Há 14 anos perdi um filho pro mar. Ele pulou da jangada e quando voltava do mergulho outro rapaz pulou. Os dois bateram as cabeças e meu filho ficou atordoado. Ele sabia nadar, mas acabou se afogando. Agora, estou vivendo toda essa dor de novo. Desta vez o mar levou meu menino de 10 anos´, dizia, referindo-se à morte do filho Jailson Silva Santos, que completaria 11 anos de idade no dia 25 de agosto deste ano.

O estudante tinha ido à praia com dois amigos e ficaram na Barraca Praia Azul, uma das primeiras da Praia do Futuro. Era meio-dia de 14 de julho. Segundo pessoas que estavam na barraca, o garoto estava brincando no mar com um colega quando ambos começaram a se afogar. Um homem foi ajudar e conseguiu resgatar um dos meninos.

Mas para Jailson aquele foi o último mergulho. Bem perto do local, apenas duas barracas depois, havia uma torre de guarda-vidas do Corpo de Bombeiros (CB). Ninguém deu o alerta. ´Quando isso ocorre, quando não há torre no local em que o afogamento está acontecendo, é preciso que as pessoas chamem o guarda-vidas. Ele é preparado para correr e chegar logo até a vítima´, explica o capitão Rômulo César, comandante da 1ª Seção de Salvamento Marítimo do Corpo de Bombeiros do Ceará.

Números

O corpo de Jailson foi levado pelas águas e só apareceu três dias depois, na Barra do Ceará. Ele foi mais uma vítima de afogamento no Estado. No Ceará, 500 pessoas, em média, morrem afogadas por ano. No Brasil, são oito mil pessoas e, no mundo, 500 mil mortes acontecem anualmente.

Em contrapartida, cerca de 2.500 mortes são evitadas todos os anos no Estado pela ação de guarda-vidas dos Bombeiros ou preparados por eles. ´Temos, em todo o Ceará, guardas municipais e gente da sociedade civil que atua como guarda-vida. São pessoas preparadas por nós, capacitadas para o trabalho. Felizmente evitamos muitos afogamentos por causa disso´, destaca o capitão Rômulo César.

De acordo com o oficial do CB, mais de 80% das vítimas de afogamento são homens, entre 10 e 39 anos. Ainda segundo ele, o horário mais crítico nas praias é o de 14h às 15h59. ´É quando se tem que estar mais alerta´, ressalta. Atualmente, por causa das férias, a atenção dos Bombeiros é redobrada. ´E isso não acaba agora. Em agosto vêm as férias européias, caracterizando ainda a alta estação´, explicou Rômulo.

Interior

Em algumas cidades do interior do Ceará, como Sobral, pessoas são capacitadas e requalificadas pelo Corpo de Bombeiros para realizar atividades de prevenção e ações de salvamento aquático em mananciais (rios, lagoas, açudes) e piscinas naturais e artificiais. Grande parte dos afogamentos são registrados nestes mananciais. ´Existe a lei 13.462, de 2004, que obriga a todos os que têm piscinas ou mananciais a terem guarda-vidas. Fiscalizamos e fazemos várias campanhas preventivas´, explica o capitão do Corpo de Bombeiros.

Já em outros municípios, como Camocim, que possui cerca de 62 quilômetros de praia, 23 guarda-vidas foram treinados no início deste ano para atenderem à demanda turística da região.

Surf-salva

Um dos maiores projetos do Corpo de Bombeiros do Ceará é o ´Surf-Salva´. O projeto estabelece parceria entre o CBM e Escolinhas de Surf ou praticantes do esporte dotando-os de conhecimentos técnicos, físicos e psicológicos para estarem aptos a realizar resgates no Litoral Cearense através de técnicas de salvamento aquático.

Como objetivos principais do projeto, estão a qualificação dos praticantes de surf como guarda-vidas avançados e o despertar nos surfistas do caráter solidário, mostrando que o lazer pode implicar a possibilidade real de salvaguardar vidas nas praias. Desta forma, os Bombeiros esperam também diminuir os índices de afogamento no Estado.

FIQUE POR DENTRO

Lei regulamenta a ação dos guarda-vidas

A Lei 13.462, de 27 de abril de 2004, dispõe sobre a presença obrigatória de profissionais de salvamento aquático nas áreas de lazer públicas e privadas do Ceará. Logo em seu artigo 1º, a lei determina a obrigatoriedade da presença de guarda-vidas nas áreas de lazer que facultem aos usuários o acesso a piscinas, cachoeiras, saltos, lagoas, açudes, cavernas e grutas, abertas à visitação pública, administrada pelo Poder Público ou por particulares.

Segundo a lei, são considerados guarda-vidas os profissionais em salvamento aquático com certificado do Curso de Treinamento Credenciado, vistoriado e aprovado pelo Corpo de Bombeiros Militar do Ceará. A presença de profissionais de salvamento nas áreas de lazer referidas na lei, será exigida durante todo o horário de funcionamento aberto aos usuários

Nathália Lobo
Repórter
DN


Presidente da Ferrari visita Massa em hospital

O presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo, visitou o brasileiro Felipe Massa nesta segunda-feira, por volta das 6h40 (horário de Brasília), no Hospital Militar de Budapeste, na Hungria. O dirigente conversou com médicos e familiares do piloto e prometeu se pronunciar futuramente, em italiano e inglês.

Hospitalizado desde o último sábado em decorrência de um acidente sofrido no treino classificatório para o GP da Hungria, Massa passou por cirurgia para retirada de fragmentos ósseos do rosto e se recupera de uma concussão e de fraturas no lado esquerdo da testa e na base do crânio.

Nesta segunda-feira, Massa passou por nova tomografia, que não indicou mudanças significativas no quadro clínico do piloto. O fato foi considerado positivo pelos médicos que cuidam do caso do brasileiro.

Atingido na região do olho esquerdo por uma mola que se desprendeu do carro de Rubens Barrichello, Massa está em coma induzido desde que chegou ao hospital.

O procedimento, que a princípio deve ser mantido até terça-feira, foi tomado para acelerar recuperação das lesões sofridas pelo piloto e evitar inchaço na região.

Assim como no último domingo, Massa foi acordado para a realização de novos exames e testes. Mas uma vez o brasileiro respondeu ao todos os estímulos e movimentou pernas e braços, o que indica ausência de danos motores e neurológicos.

Nesta semana Massa poderá ser removido do Hospital Militar de Budapeste para a clínica Pitié-Salpêtrière, em Paris. O centro médico pertence a Gerard Saillant, médico que já cuidou do alemão Michael Schumacher e do atacante Ronaldo e tem acompanhado o ferrarista desde sua internação. O pedido pela remoção de Massa para a França teria partido de Jean Todt, ex-chefe da escuderia italiana.

domingo, 26 de julho de 2009

Fundação luta pela preservação do babaçu

ELIZÂNGELA SANTOS
Juazeiro do Norte-CE. Um trabalho que envolve desde o desenvolvimento da tecnologia para o melhor aproveitamento do coco babaçu à luta pela preservação dos palmeirais e o desenvolvimento econômico sustentável das comunidades que trabalham com o produto. O projeto vem sendo trabalhado desde 2005 pela Fundação Mussambê, em Juazeiro do Norte. Também se estende, com tecnologia desenvolvida na própria região, dos maquinários, para os estados do Piauí e Maranhão, onde já foram instaladas várias agroindústrias em parceria com associações de comunidades desses estados.

Com a finalidade de garantir a preservação desses palmeirais na região, a Fundação tem incentivado, nos municípios da região, onde estão as maiores reservas, a criação e aprovação de projetos de lei que inibam a queima, principalmente em cerâmicas da região, do coco, que vem auxiliando dezenas de famílias economicamente, com o extrativismo do produto, não só para extração do óleo, mas, também, para o aproveitamento de vários componentes, como a fibra, que pode ser aproveitada até na indústria automobilística, artesanato, entre outras opções.

Dois municípios da região já contam com o projeto de lei que trata da preservação das áreas e do produto, que são Crato e Barbalha. Estão sendo pleiteadas aprovações nos municípios de Juazeiro e Missão Velha. Em todas essas localidades há desenvolvimento de atividades seja na extração do óleo comestível ou na produção de artesanato e artefatos a partir da fibra. A Fundação também conta com a parceria do Instituo Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), já que são palmeiras que estão nas áreas de encosta da Área de Preservação Ambiental (APA) da Floresta Nacional do Araripe.

As atividades pela preservação do coco babaçu vem acontecendo desde o início da criação da entidade, há quase cinco anos. Segundo o coordenador do Núcleo Agrário da Fundação Mussambê, Erisvaldo Figueredo, a idéia veio a partir de um trabalho de consultoria junto ao Sebrae, em que se verificou que o babaçu está sendo comercializado inteiro, para alimentar o fogo das cerâmicas, deixando de ser aproveitado economicamente por comunidades da região.

Erisvaldo diz que apenas 7% do babaçu é o amêndoa (endocarpo). Vem também o amido (mesocarpo), 25%, e a fibra, que corresponde a 55%. A preocupação maior era possibilitar uma maneira para que esse produto, desperdiçado pela maneira rudimentar de exploração, fosse melhor aproveitado. O pensamento inicial foi desenvolver tecnologia apropriada para o corte do babaçu. Junto com a forma de corte, há o aproveitamento até estético, para a confecção de brincos, colares, cinto e jogo americano, a exemplo do trabalho artesanal desenvolvido pelas mulheres no Sítio Macaúba, em Barbalha, por meio de uma integração promovida por associação local.

Nas Guaribas, no Crato, mais de 20 famílias são beneficiadas com agroindústria, na comunidade de Campo Alegre. Mais uma agroindústria está sendo instalada em comunidade da Batateira. Em Barbalha, a comunidade do Sítio Correntinho, tem a tradição de extração do óleo, utilizando na cozinha e na produção de sabão. O resultado comercial desse trabalho fica na própria região, mas há possibilidade de expansão, diz Erisvaldo, a partir dos projetos desenvolvidos junto às comunidades a expansão das agroindústrias.

As máquinas possibilitam o corte do coco e retirada de todo o material aproveitável, como a amêndoa, o amido e a fibra, e há outra apropriada para a prensa da amêndoa e extração do óleo. O coordenador cita a boa aceitação da tecnologia criada na região, já que no Estado há muitas áreas com palmeirais. Em Marabá e no Pará a implantação das novas tecnologias de extrativismo será feita por meio da Ematerce.

O babaçu não é considerada planta medicinal, como o pequi, por exemplo. Esta pode ser uma das razões para que não haja um despertar para maiores pesquisas sobre a planta, de acordo com Erisvaldo. “O óleo babaçu é mais comestível, não tem propriedades medicinais estudadas”, diz ele, ao acrescentar a importância econômica para as comunidades do entorno da Chapada do Araripe.

Os palmeirais normalmente se formam em áreas que já foram devastadas. Nesses locais há o predomínio dessas árvores. Na área urbana do município do Crato, há um local denominado pela população de palmeiral, que dá um diferencial a paisagem do município, além de arborizar a cidade. Atualmente, conforme dados da Fundação, estão preservados cerca de seis hectares de área com babaçuais. Isso, de acordo com Erisvaldo, corresponde a 60% do que restou das palmeiras de babaçu.

Somente nos municípios de Missão Velha, Jardim, Barbalha e Crato, são cerca de 2 mil famílias sobrevivendo a partir da extração do babaçu. E a conservação da exploração economicamente sustentável dessas famílias é uma das grandes preocupações da entidade.

A idéia de incentivar a criação dos projetos de lei municipal é justamente garantir que o coco seja aproveitado e tenha o seu papel social, além de ser impedida a derrubada das árvores. A Fundação também dá continuidade ao aprimoramento do maquinário, possibilitando mais tecnologia. A unidade a ser criada na Batateira funcionará como ponto de referência para intercâmbio tecnológico. A produção do maquinário para entidade foi iniciada por Gilberto Batista.

Elizângela Santos
Repórter

DN

Mais informações:
Fundação Mussambê
Av. Ailton Gomes, 2999,
Bloco B - Pirajá
Juazeiro do Norte-CE
Fone/Fax: (88) 3571.6018 / (88) 8815.0730
Site: http://www.mussambe.org.br
Blog:
http://fundacaomussambe.blogspot.com/

sábado, 25 de julho de 2009

Um gogó a serviço de um cérebro

Fagner funde brilho e simplicidade no recente CD Uma Canção no Rádio

José Nêumanne

Enquanto outros astros do cancioneiro brasileiro se afundam na mesmice e relançam veles êxitos em roupagem nova (nem tanto!) ou se escondem da inspiração em outras formas da expressão, Raimundo Fagner lança o CD Uma Canção no Rádio para instigar, provocar, agradar e, ao mesmo tempo, mostrar que um ídolo popular não se equilibra apenas em cordas vocais, mas também em neurônios. Recentemente, ele tinha trazido a lume um poeta maior de suas plagas, ao musicar versos do também cearense Francisco Carvalho, cujo talento supera em muito o desconhecimento de sua obra além de Fortaleza, deixando claro que não se pode medir mérito literário só pelo reconhecimento. E não faz muito tempo assim que ele gravou um CD em total parceria com um colega compositor e intérprete, o maranhense Zeca Baleiro, mostrando que estilos singulares podem bem se compor ao se complementarem.

A safra 2009 da cepa de Fagner faz ressurgir a mesma parceria em versos, melodia e voz na faixa que dá título e nobreza ao disco. Esta pode ser definida sem favor nenhum como antológica, juntando-se ao que há de mais precioso e especial na história de nosso cancioneiro amoroso: Uma Canção no Rádio (Filme Antigo) destaca-se pelo brilho e pela simplicidade, provando que uma coisa tem tudo a ver com a outra. "Penso, rio, sofro, choro, deixo a vida pra depois"; "tenho um coração raso de razão" ou "que o céu me roube a luz, mas me reste a voz na noite calada" são versos que atingem o ápice da qualidade no topo da lírica brasileira. Não se pense, contudo, que o novo CD de Fagner se limita a este ponto culminante, pois, na verdade, não se trata de uma obra de altos e baixos, mas, ao contrário, de uma produção que prova que compensa um gogó de ouro recorrer a um cérebro de igual estofo.

O mesmo Fagner que mostrou ao público que lhe pede bis intermináveis para Noturno e Canteiros com quantos acordes se canta a Espanha de Rafael Alberti e que pôs o biscoito fino de Ferreira Gullar à mesa da plebe agora traz de seu garimpo particular de artistas desconhecidos prontos para a fama mais um que tem tudo para ocupar lugar de destaque na indústria fonográfica brasileira - hoje anêmica em talentos promissores. Oliveira do Ceará, humilde servente que assina três faixas no CD do astro, aborda numa delas, Martelo (parceria com Adamor e Gabriel o Pensador, que participa da gravação), a indignação e a estupefação da Nação inteira pelo contexto em que todos nós - do palco e da plateia - estamos inseridos.

O regional nordestino, é claro, faz-se presente na sapeca Flor do Mamulengo, de Luiz Fidélis ("me apaixonei por um boneco e ele ?neco? de se apaixonar"), e, sobretudo, em Me Dá Meu Coração, clássico do pernambucano Accioly Neto, cuja obra mais uma vez ressuscita na voz do "almuadem" (cantor de orações no Islã) de Orós. Desta vez com o auxílio luxuoso da sonoridade de Clemente Magalhães, Leo Fernandes, Cláudio Bezz, Alexandre Prol e Rick de La Torre, do Núcleo Criativo Corredor 5: estes meninos do Rio contribuem de forma decisiva para a unidade, a qualidade e a novidade do som do CD de Fagner.

José Nêumanne, jornalista e escritor, é editorialista do Jornal da Tarde


Após ser atingido por mola do carro de Barrichello, Massa está fora da corrida

Felipe Massa está fora do GP da Hungria, após o forte acidente no treino classificatório para o GP da Hungria. O brasileiro foi atingido em seu capacete por uma mola que se soltou do carro de Rubens Barrichello, de mais ou menos 12 centímetros, feita de metal. A peça quicou na pista e atingiu o brasileiro quando ele acelerava a aproximadamente 280 km/h.

O brasileiro teve um corte acima do olho esquerdo, de mais ou menos oito centímetros. De acordo com a assessoria de imprensa da Ferrari, o ferimento foi apenas superficial. Massa foi removido para o Hospital Militar de Budapeste, após ser sedado. De acordo com o relato de Rubens Barrichello, o piloto da Ferrari estava muito agitado.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Um dia após receber alta, José Alencar volta a hospital

O vice-presidente da República, José Alencar, voltou ao Hospital Sírio-Libanês nesta sexta-feira, um dia depois de receber alta. A assessoria de imprensa da instituição confirmou apenas a presença do vice-presidente no hospital, mas não informou o motivo do retorno. A assessoria de Alencar se limitou a dizer que ele vai fazer exames.

Alencar havia deixado o hospital às 18h50 desta quinta-feira. No último dia 9, o vice-presidente passou por uma cirurgia para tratar uma desobstrução intestinal causada por tumores abdominais.

Ao receber alta, Alencar disse que estava se sentindo bem. "Não tenho nenhum sintoma", disse. Ele chegou a sofrer uma nova obstrução parcial do intestino após a cirurgia, mas não foi necessária outra operação.

A doença
Alencar descobriu que tinha câncer em 1997, quando após um check-up foi encontrado um tumor no rim direito e outro no estômago, retirados naquele mesmo ano. Em 2000, uma nova cirurgia retirou um tumor na próstata. Depois da retirada de outros nódulos, agora no abdome, Alencar foi diagnosticado com câncer no intestino.

Em janeiro deste ano, ele enfrentou cerca de 17 horas de operação para a retirada de nove tumores na região abdominal. Na mesma cirurgia, os médicos retiraram parte do intestino delgado, outra do intestino grosso e uma porção do ureter, canal que liga o rim à bexiga. Alencar chegou a ficar internado 22 dias após a operação.

Contrariando as expectativas, no entanto, os exames seguintes apontaram a volta de 18 tumores na região. Uma nova cirurgia foi inicialmente descartada e os médicos optaram por um remédio em fase de teste no Centro Oncológico MD Anderson.

Após sentir dores abdominais, o vice-presidente voltou a ser internado no último dia 8 e foi submetido à sua 14ª cirurgia no dia 9.

Terra

Festival de Música da Ibiapada: Mais popular

Divulgação
O Festival Música na Ibiapaba, que começa amanhã em Viçosa do Ceará, chega à sua sexta edição com atrações mais populares, mas mantendo o foco na formação de jovens músicos

Horas e horas de estudo em plenas férias? Para as centenas de alunos que se deslocam até Viçosa do Ceará, para participar do Festival Música na Ibiapaba, a proposta passa de inconveniente a alvissareira. Pelo sexto ano consecutivo, o evento oferece a chance de participação em oficinas com instrumentistas reconhecidos no cenário cearense e convidados de outros estados. Uma oportunidade rara, em um formato de ´imersão´ consagrado nos festivais de música erudita, mas aplicado à música popular, nos dias e noites de música em Viçosa.

No ano passado, o festival foi sacudido por uma ruidosa mudança de direção. A musicista paulista Consiglia Latorre - responsável pela implantação do evento lançado pelo Centro Dragão do Mar durante a gestão de Cláudia Leitão na Secretaria de Cultura e de Lúcio Alcântara no Governo do Estado - foi afastada da coordenação pedagógica do evento, já no segundo ano do governo Cid Gomes, com Auto Filho como titular da Secult. Conforme o Caderno 3 mostrou em primeira mão, Consiglia reclamou de ´desrespeito´ por parte do Dragão, dizendo-se ´indignada e perplexa´ por ter sido afastada, segundo ela, sem nenhum comunicado oficial.

´Fiquei, por um lado, muito triste. E por outro indignada, pelo grau de desrespeito, tanto pessoal quanto profissional. Nunca soube notícia concreta de nada. Nunca ninguém conversou comigo, desde que terminou o festival do ano passado. Não sei o motivo do veto. Não recebi sequer um telefonema´, declarou Consiglia, na ocasião. Já a diretora-presidente do Dragão do Mar, Maninha Morais, justificou as mudanças como uma ´democratização do evento´ e ressaltou ter autonomia para mudar a direção: ´O projeto é do Dragão do Mar. É uma política pública do Estado, e portanto a direção geral do festival tem toda a autonomia pra fazer essa mudança. A Consiglia deu a contribuição dela e poderá dar ainda em outros momentos, mas é saudável para o festival que essas mudanças venham a acontecer´.

À parte a discussão de bastidores tornada pública, o festival prosseguiu, mesmo com um clima de expectativa, por parte dos alunos, quanto às mudanças que viriam. Particularmente, quanto a alguns professores, de outros estados, que, ligados à coordenação do festival até então, não mais viriam ao evento. Outros mestres foram agregados à grade de oficinas, e o festival seguiu no mesmo formato, voltado a atividades de formação, por meio de oficinas de diversos instrumentos e gêneros musicais.

Entre as mudanças, além de alguns professores, a opção por focar o público-alvo em estudantes de música de nível médio e avançado, não mais contemplando o nível básico. A coordenação passou a ser exercida por três professores: Angelita Ribeiro, Lucile Horn e Marcos Maia. A edição 2008 teve ainda homenagens aos 100 anos de Cartola e aos 50 anos da Bossa Nova.

De Fagner a Dona Zefinha

Iniciando-se este sábado, 25/7, e prosseguindo até o próximo, 1/8, a sexta edição do Festival Música na Ibiapaba chega com a expectativa de aumento no número de alunos participantes - de aproximadamente 800 para mais de 900 - e com uma lista de atrações artísticas de maior variedade e acento mais popular. A começar pelo cantor e compositor cearense Raimundo Fagner, que se apresenta na noite de abertura do evento, na Praça da Matriz de Viçosa do Ceará. Entre outros convidados para os shows principais de cada noite estão bandas da cena cearense, como a Dona Zefinha, de trabalho mais regional, e a Groovytown, cujo som passa pela música negra, do soul ao funk, passando pelo samba. Outra egressa do cenário musical fortalezense é a cantora Paula Tesser, que, radicada na França, vem para mostrar um show especialmente dedicado ao repertório de Dolores Duran, homenageada no festival este ano.

Já a música instrumental, de presença bastante destacada ao longo da história do festival, este ano será representada, na programação artística, pelo grupo Cama de Gato - do grande baterista Pascoal Meirelles, também um dos professores no evento, e do percussionista cearense Mingo Araújo, ao lado de Mauro Senise, André Neiva e Jota Moraes - e pelo trio carioca Sambajazz, do pianista Kiko Continentino, do baixista Luiz Alves e do baterista Neguinho. Além das apresentações do Encontro dos Mestres e da Mostra das Oficinas, com demonstrações práticas dos trabalhos desenvolvidos por professores e alunos, ao longo do festival.

Ouvindo os alunos

Este ano, o festival continuará coordenado por uma comissão artístico-pedagógica - com o clarinetista Almir do Vale substituindo o violonista Marcos Maia no colegiado, no qual permanecem as professoras Angelita Ribeiro e Lucile Horn. Em entrevista ao Caderno 3, Angelita falou sobre as novidades do evento este ano, apontando que tanto a presença de novos professores quanto a opção por atrações, de certo modo, mais populares para a programação de shows surgiram a partir de demandas apresentadas pelos alunos, na edição passada.

´Criamos novas oficinas, convidamos novos professores, tentando deixar o festival o mais perto possível da expectativa dos alunos´, diz a musicista. ´Há uma renovação no quadro de professores também. Estamos trazendo novos músicos, como o violonista Ulisses Rocha e a Susana Machado, do Rio, que vai fazer metodologia e musicalização´, acrescenta, citando como outras novidades mestres como o trombonista Radegundis Feitosa e os cearenses Nélio Costa (baixo), Ricardo Pontes (bateria) e Cristiano Pinho (guitarra). Entre os professores locais que retornam ao evento, nomes como Heriberto Porto (flauta), Tarcísio Sardinha (violão), Miquéias dos Santos (baixo) e Rogério Lima (violão).

DALWTON MOURA
Repórter
DN

Cordel: Lula da Silva em versos


Livro com poemas que contam a história de Lula reúne cordelistas de todo o país

A literatura popular do nordeste conta história. Depois de nomes como os de Luís da Câmara Cascudo, Lampião, Frei Damião, Tancredo Neves, Getúlio Vargas e tantos outros estamparem livros com poemas de literatura de cordel, Lula ganha espaço na segunda edição de uma obra que reúne cordéis sobre a história política do Brasil nos últimos 30 anos. O lançamento, em Fortaleza, acontece hoje no Ideal Clube, a partir das 19hs.

O cordelista potiguar Crispiniano Neto é o responsável pelo livro “Lula na Literatura de Cordel”, uma antologia com 59 poemas de sua autoria e mais 52 de cordelistas de todo o país. “Contra ou a favor, sempre os poetas se pronunciam”, diz o autor. Com essa reprodução de matéria-prima, em apenas noves meses, o autor conseguiu aumentar o livro de 308 para 528 páginas, “mesmo tendo ainda deixado muito poemas de fora, por falta de estrutura para coletar todos os que estão aparecendo”.

Além dos cordéis, Crispiniano utiliza glossários que contextualizam termos dos cordéis, situando-os no tempo e no espaço e esclarecendo os aspectos semânticos das palavras. Além disso, em índice, apresenta o nome dos cordelistas que estão no livro.

Um novo fenômeno

O autor apresenta na introdução o que chama de “paracordel”, fenômeno no qual poetas “que não são cordelistas originais” falam a linguagem do povo. Uns com o objetivo de elogiar ou criticar o Presidente, outros agredindo as regras da literatura de cordel e produzindo “monstrengos antipoéticos, sem estética e sem ética”. Com relação a estes, Crispiniano é partidário: acredita que muitos dos que criticam Lula estão nesse campo.

Divididos em 12 capítulos, os cordéis percorrem episódios que antecedem a chegada de Lula ao movimento sindical, passando pelas greves do ABC Paulista, até aqueles que enaltecem a figura do nordestino, que com determinação, assumiu o posto de Presidente da República de seu País. Nesse momento, fala de uma mudança significativa da literatura de cordel, que passou de um veículo de paz, tradição e informação para dar lugar a reivindicações de cunho social e político.

Já nos primeiros versos é o talento de Patativa do Assaré que anuncia: “Quero paz e liberdade,/ Sossego e fraternidade/ Na nossa pátria natal./ Desde a cidade ao deserto,/ Quero o operário liberto/ Da exploração patronal”.

Ao final, ainda reúne discursos e comentários sobre a obra, com direito, inclusive, à fala de Lula, durante a posse do cordelista na Academia Brasileira de Literatura de Cordel.

Sobre o autor

Crispiniano Neto é poeta cordelista, membro da ABLC e jornalista, com cerca de 150 folhetos de Literatura de Cordel já publicados. Na juventude, tornou-se líder estudantil e foi fundador e diretor de informativos, grêmios, entidades comunitárias e culturais.

POESIA

R$ 50
528 PÁGINAS
2009
EDITORA IMEPH

O lançamento do livro ´Lula na literatura de Cordel´ acontece hoje, a partir das 19hs, no Ideal Clube.

DN

Alencar deixa hospital em SP e diz que queria comer torresmo

Vagner Campos/Futura Press
O vice-presidente da República, José Alencar, deixou às 18h50 desta quinta-feira o Hospital Sírio-Libanês. No último dia 9, Alencar passou por uma cirurgia para tratar uma desobstrução intestinal causada por tumores abdominais. Questionado sobre o que gostaria de fazer após deixar o hospital, Alencar disse: "eu gostaria de comer um torresmo, mas não posso".

Essa foi a 14ª cirurgia do vice-presidente, que luta contra o câncer desde 1997. Apesar da alta, o político vai permanecer pelo menos mais três dias em São Paulo para ser examidado pela equipe médica.

"Estou me sentindo bem, não tenho nenhum sintoma. Tive alta do hospital, mas não do serviço médico instalado aqui em São Paulo", disse Alencar. "Eles ainda tem de me observar mais uns dias. Pelo menos uns três ou quatro dias".

Alencar chegou a sofrer uma obstrução parcial do intestino após a cirurgia, mas não foi necessária uma nova operação.

"Não posso sair daqui hoje vitorioso em relação a minha guerra. A minha guerra é contra o câncer. Deu-se o acontecimento que foi uma obstrução intestinal causada pelo mal. Não foi fácil sair dela. Eu estou saindo vitorioso de uma batalha, mas a guerra continua", disse o vice-presidente.

"Meu instrumento estratégico contra o câncer é o programa que eu participo como voluntário e vou dar prosseguimento ao tratamento, que já havia sido iniciado. Estamos no final do segundo ciclo, vamos iniciar o terceiro", afirmou Alencar sobre o tratamento experimental a que se submete em Houston, nos Estados Unidos.

A doença
Alencar descobriu que tinha câncer em 1997, quando após um check-up foi encontrado um tumor no rim direito e outro no estômago, retirados naquele mesmo ano. Em 2000, uma nova cirurgia retirou um tumor na próstata. Depois da retirada de outros nódulos, agora no abdome, Alencar foi diagnosticado com câncer no intestino.

Em janeiro deste ano, ele enfrentou cerca de 17 horas de operação para a retirada de nove tumores na região abdominal. Na mesma cirurgia, os médicos retiraram parte do intestino delgado, outra do intestino grosso e uma porção do ureter, canal que liga o rim à bexiga. Alencar chegou a ficar internado 22 dias após a operação.

Contrariando as expectativas, no entanto, os exames seguintes apontaram a volta de 18 tumores na região. Uma nova cirurgia foi inicialmente descartada e os médicos optaram por um remédio em fase de teste no Centro Oncológico MD Anderson.

Após sentir dores abdominais, o vice-presidente voltou a ser internado no último dia 8 e foi submetido à sua 14ª cirurgia no dia 9.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Casa Grande sediará seminário internacional

Cid Barbosa
Nova Olinda-CE. Será realizado em Nova Olinda, de 14 a 16 de agosto, o Seminário Internacional de Turismo de Base Comunitária. O evento será na sede da Fundação Casa Grande, com abertura a partir das 9 horas. Participam representantes do Ministério do Turismo, Secretaria do Turismo do Ceará, a entidade sede do evento e Prefeitura local. Os trabalhos serão iniciados com a palestra “Programa de Regionalização do Turismo e dos Destinos Indutores”, a ser ministrada pela coordenadora geral de regionalização do Ministério do Turismo, Ana Clévia Guerreiro Lima.

O primeiro painel da tarde do dia 14 será feito com a apresentação de políticas públicas na perspectiva do fomento ao turismo de base comunitária, tendo como moderador João Tadeu Gonçalves, gerente de Projetos de Educação Patrimonial do Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional (Iphan). Os debatedores são Regina Cavalcante, diretora do Departamento de Qualificação e Produção do Turismo; Allan Milhomens, coordenador geral do Programa de Apoio ao Desenvolvimento do Ecoturismo e a Sustentabilidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente; Édio Callou, coordenador regional de Turismo do Sebrae; e a secretária de Turismo de Nova Olinda Maria Wildiane Bezerra Lopes Sampaio.

O segundo dia de palestras contará com o tema relacionado ao turismo de base comunitária, como já acontece em Nova Olinda. O moderador Rodrigo Ramires, do Ministério do Turismo, fará o segundo painel do evento apresentando “A Construção Pioneira do Turismo de Base Comunitária no Ceará”. Os debatedores serão Vanessa Lima, da Rede de Turismo Comunitária do Estado, Lindomar Fernandes (Prainha do Canto Verde), Luzia Neide Coriolano, da Universidade Estadual do Ceará (Uece) e, ainda, Cristina Martins, presidente do Fórum de Cultura e Turismo do Cariri.

À tarde haverá reflexões e práticas na gestão de turismo de base comunitária, com a moderadora Mercês Parente e a participação dos debatedores Thaís Cuzati, da Associação de Agroturismo de Santa Catarina; Davide Pompermaier, do Projeto Saúde é Alegria, de Santarém do Pará; e Francisco Palácio, da Universidade Patativa do Assaré.

O evento, de acordo com a coordenação de organizadores, tem como objetivo promover reflexões e práticas na gestão de turismo solidário de base comunitária, assunto que será enfocado pela moderadora Maria Conceição Lopes, que é coordenadora do Centro de Estudos Arqueológicos das Universidades de Coimbra e Porto, localizadas em Portugal.

Debatedores

Neste painel, haverá a participação dos debatedores Júlio Ricardo, da Cooperativa Terra Chã, de Rio Maior de Portugal; Cláudio Torres, do campo Arqueológico de Mértola, Portugal; e Francisco Alemberg Quindins, da Fundação Casa Grande.

Um trabalho de grupo para reflexões das atividades realizadas durante o evento fechará o encontro. A pretensão é gerar diálogos colaborativos entre os participantes. Todas as noites, durante o seminário, haverá espetáculos no Teatro Violeta Arraes, Engenho de Artes Cênicas. As inscrições para o seminário são gratuitas, com direito a certificado de participação e material do evento. As vagas são limitadas.

Mais informações:

Escritório da Fundação Casa Grande
Rua Ratisbona, 564, Centro, Crato
(88) 3521.8133
(88) 9243.6131


Elizângela Santos
Repórter
DN

Chuvas vão continuar até agosto

As precipitações no mês de julho já somam 182mm, consideradas o dobro da média histórica, que é de 90 mm

Uma chuva intensa em pleno mês de julho surpreendeu o fortalezense nessa quarta-feira. A precipitação começou, na Capital, ainda na noite anterior, entrou pela madrugada e no início da manhã de ontem ainda alagou pontos vulneráveis da cidade, tanto em áreas nobres como nas de risco e periferia.

Resultado: a maior precipitação registrada no Estado, com 73 milímetros, foi em Fortaleza. Para um mês de pós-estação chuvosa, o dia de ontem foi atípico, pois a chuva foi intensa. Tanto que, neste mês, o índice de precipitação na Capital já é o dobro da média histórica de julho. E essa chuva deve continuar até a primeira quinzena de agosto.

Até as 13 horas de ontem, a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) havia registrado precipitações em 85 municípios cearenses, sendo que o índice maior foi contabilizado na Estação da Água Fria (73 milímetros), entre as 7 de terça-feira e o mesmo horário de quarta. No mesmo período, também em Fortaleza, a Estação do Pici registrou 54,6mm e a de Messejana, 25,5mm.

De acordo com o meteorologista Eduardo Peixoto, na verdade, essas chuvas não são tão inesperadas, já que os meses de junho e julho são a pós-estação chuvosa e, normalmente, eles também registram precipitações. Neste ano, o fenômeno é motivado pelo sistema das ondas de leste na Zona da Mata nordestina, que vai do Estado do Rio Grande do Norte ao Recôncavo Baiano.

“Algumas vezes esse sistema se desloca até o Ceará, como está acontecendo agora”, explica. Portanto, enquanto chover naquela região, o que deve ocorrer até a primeira quinzena de agosto, haverá precipitações aqui. Se lá chover acima da média, o mesmo se dará aqui no Ceará.

Nos últimos 30 anos, as chuvas na pós-estação ultrapassaram os 200 milímetros em cerca de seis períodos, como informa Peixoto. A tendência é acontecer isso ou algo bem próximo em 2009. Isso porque em julho nem acabou e a Funceme já registra 182 mm de precipitação no período, na Capital.

Neste mês, a média histórica é de 90mm, o que revela precipitações 100% acima da média de julho. Em junho, enquanto a média é de 160mm, choveu 252mm em Fortaleza.

Contudo, Peixoto acredita que a chuva de ontem foi “um caso bem particular”, porque as precipitações de pós-estação são, em geral, “fracas e prolongadas”. Já a de ontem foi mais intensa e parecida com a da quadra chuvosa na Capital.

De acordo com o coordenador da Defesa Civil do Município, Alísio Santiago, de madrugada não houve ocorrências em Fortaleza.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Número de casos de gripe suína sobe para 19 no Ceará

Em apenas quatro dias, surgiram cinco casos novos de Influenza A (H1N1) no Ceará. O Estado já tem 19 confirmações de gripe suína. Destas, 13 apenas a partir de 1º de julho. “Todos estão bem e apresentam sintomas leves da doença. Não tivemos nenhuma internação”, tranqüiliza o presidente do Comitê Estadual de Prevenção e Controle da Influenza A (H1N1), Manoel Fonseca.

Mais casos da doença são esperados até o fim das férias de julho. “Estão surgindo casos novos a cada dia”, admite Fonseca. Segundo ele, a cidade está com turistas vindos de várias partes do País e também do exterior, de países afetados pela doença, como é o caso da Argentina, Chile, Estados Unidos, Europa e da Nova Zelândia.

Preocupado com o aumento dos casos, ele recomenda às pessoas com sintomas de gripe que evitem aglomerações (em shoppings, praia, bares, restaurantes ou festas), a fim de evitar a contaminação do vírus H1N1, transmissor da Influenza A, para outras pessoas.

Ontem, a Sesa divulgou mais uma nota técnica sobre a situação epidemiológica no Ceará. De acordo com o boletim, foram notificados 49 casos suspeitos, sendo confirmados 38,7%, ou seja, 19 pessoas foram contaminadas pelo vírus da gripe suína. Outros 17 casos foram descartados, 34,6% do total, enquanto ainda continuam em investigação 15 casos, correspondendo a 26,5% dos confirmados.

Dos 19 casos confirmados até o momento, dez são em homens e nove em mulheres. A incidência da doença no sexo masculino corresponde a 52,6% das ocorrências, contra um índice de 47,4% para o sexo feminino. Ao contrário de outros estados brasileiros, como Rio de Janeiro, São Paulo e o Rio Grande do Sul, que apresentam um grande índice de internação hospitalar, o Ceará só registrou uma internação entre os 19 casos confirmados. “Foi o caso da funcionária que trabalha no Aeroporto Internacional Pinto Martins”, lembra o presidente do Comitê Estadual de Prevenção e Controle da Influenza A (H1N1).

A análise da Secretaria da Saúde revelou que, dos casos existentes no Estado, quatro são autóctones, cuja transmissão ocorre dentro do próprio território nacional. “Dos quatro, um deles pegou o vírus no aeroporto, outro veio de São Paulo, há o caso do irmão da funcionária do aeroporto e um que pegou de um amigo”, explica Manoel Fonseca.

Em todos os casos autóctones, até o momento, “existe um vínculo epidemiológico com infecção contraída fora do País”, esclarece Manoel Fonseca. Mesmo assim, ele assegura que não há evidências de transmissão sustentada no Ceará, nem no Brasil. Além dos casos autóctones, foram confirmados 15 casos em pessoas procedentes de viagem ao exterior.

Entre os casos confirmados, 57,8% tem idade inferior a 25 anos, enquanto em 42,2% foram verificados em pessoas com idade oscilando entre cinco a 63 anos. De acordo com o Ministério da Saúde, o período de transmissão da influenza em adultos é um dia antes até o 7º dia após o início dos sintomas. Em crianças menores de 12 anos, o período pode chegar até o 14º dia após os primeiros sintomas da doença.

Mobilização

Para preparar mais médicos sobre o diagnóstico e tratamento da nova gripe, a Sesa está ampliando os treinamentos. Ontem, foi realizado, em Sobral, o treinamento de técnicos de vigilância epidemiológica dos 24 municípios da 11ª Regional de Saúde. Na última quinta-feira, houve a capacitação em Fortaleza, no Hospital Infantil Luis de França.

Hoje, a agenda de atualização dos profissionais em casos de Influenza A (H1N1) continua. É a vez dos profissionais das comissões de controle de infecção hospitalar. O evento acontecerá no auditório Waldir Arcoverde da Sesa, com início previsto para as 16 horas. Estarão presentes representantes das comissões de hospitais públicas e da rede particular.

Em todos os treinamentos, os profissionais recebem o Protocolo de Manejo Clínico e Vigilância Epidemiológica da Influenza, que orienta como os profissionais devem fazer o atendimento aos pacientes com suspeita da nova gripe.

Para mobilizar a população para os cuidados com a doença, principalmente neste período de férias, a Secretaria da Saúde iniciou a distribuição de folderes informativos e de 200 mil cartazes, repassados pelo Ministério da Saúde, entre os 184 municípios cearenses.

“Quanto mais a população estiver bem informada sobre a prevenção, tomando a atitude de lavar sempre as mãos, menores os riscos de contaminação”, lembra Manoel Fonseca.

Para as pessoas que vão aproveitar as últimas semanas de férias, Fonseca recomenda àquelas que estiverem gripadas, evitarem os beijos e abraços. “Se essas pessoas forem espirrar, devem usar um lenço descartável para não jogar o vírus no meio ambiente”, avisa.

E para aqueles que gostam de baladas, o médico diz que devem tomar bastante líquidos, não alcóolicos, para se hidratarem e, caso possam, levem sempre álcool em gel para higienizar as mãos.

PERFIL EPIDEMIOLÓGICO

19
casos de gripe suína já confirmados no Ceará
15 continuam sendo investigados pela Vigilância Epidemiológica do Estado
52,6% dos casos confirmados no Estado são pessoas do sexo masculino
57,8% das pessoas com gripe suína têm idade inferior a 25 anos
5,26% é o índice de internação. Até agora, houve apenas um caso

Mais informações:
Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde do Ceará (Cievs-CE)
(85) 3101-5215
Hospital São José - 31012320

SUELEM CAMINHA
Repórter

DN

'No Limite 4' terá exílio no Ceará

Divulgação

"Esta edição será praticamente em tempo real", é o que garante Boninho de Oliveira, diretor do reality show No Limite 4, que estreia dia 30. As mudanças nas táticas do jogo são para evitar que haja vazamento de informação, já que o final da primeira edição do programa foi publicado antes pela imprensa.

O público também terá mais tempo para acompanhar o dia a dia dos participantes em Flecheiras, cidadezinha a mais de duas horas de Fortaleza, no Ceará. "Nas edições anteriores, gravamos o convívio deles e as provas e exibimos o programa algumas semanas depois. Este ano, teremos flashes ao longo da programação, mostrando como eles estão nas tribos. À noite, antes do Jornal da Globo, exibiremos um programa de cinco minutos com o resumo o dia. Às quintas e aos domingos, os programas serão de 45 minutos", conta.

O voto popular é uma das novidades da atração. Segundo o diretor, a ideia é dar mais poder ao público. "Ele já está acostumado a comandar os nossos realities, como BBB e Jogo Duro. A interatividade nesses jogos foi uma conquista do público, portanto, nada mais justo continuar. Além da votação, muita coisa vai mudar, o 'Exílio' e outras surpresas".

O 'Exílio' citado por Boninho será um local onde um ou dois participantes terão quer ficar afastados dos demais por 24 horas. Os concorrentes também enfrentarão duas eliminações por semana: uma domingo, e outra, quinta-feira. Sob o comando de Zeca Camargo, o reality de ação e convivência conta com 20 participantes de diferentes regiões do Brasil, divididos em duas tribos de 10 integrantes cada, que disputam o prêmio final de R$ 500 mil.

Terra

segunda-feira, 20 de julho de 2009

XI Festival Eleazar de Carvalho premia jovens

Alex Costa

Cerca de 250 artistas participaram das oficinas do festival. Sete deles foram premiados, incluindo três cearenses

ÍCARO JOATHAN
DN

Belas vozes, acordes afinados e muito aprendizado. Assim, foi encerrada a XI edição do Festival Eleazar de Carvalho, ontem à noite, na Praça Central da Universidade de Fortaleza (Unifor). O evento de música clássica, que já faz parte do calendário nacional, revelou, mais uma vez, grandes talentos. O festival deu espaço para cerca de 250 artistas aprimorarem conhecimentos musicais e apresentou grandes nomes da canção erudita.

Na despedida, o público pôde conferir apresentações do maestro norte-americano Christopher Zimmerman, que conduziu a Orquestra Sinfônica do Festival Eleazar de Carvalho, e do paulista Diogo Pacheco, à frente da Orquestra Jovem. Zimmerman regeu clássicos do austríaco Joseph Haydn e do russo Alexander Borodin. Pacheco conduziu “Prelúdio”, de Heitor Villa-Lobos em as Bachianas Brasileiras nº 04, e encerrou a noite com o Hino Nacional Brasileiro. Haydn,Villa-Lobos e o alemão Felix Mendelssohn foram os homenageados desta edição do festival.

Também ontem foram anunciados os vencedores do Concurso de Jovens Solistas. Róbson Lima, de Maranguape, venceu na categoria trompa. O potiguar Rodolfo Pontes foi o melhor baixista. A brasiliense Alba Bonfim foi escolhida a melhor regente. Ana Luísa Ramos, de São Paulo, foi eleita a melhor voz. A chinesa Ja Chin Chang Chien venceu entre os músicos de sopro.

Como acontece desde a primeira edição, artistas foram premiados com instrumentos de orquestra. Róbson Lima, que ganhou mais uma vez o prêmio, foi contemplado com uma trompa. Francisco Nogueira Dantas, de Iguatu, recebeu um violino. Uma flauta foi o prêmio de Michael de Almeida Cordeiro, de Fortaleza.

Na opinião da diretora artística do festival, Sônia Muniz Carvalho, viúva do maestro Eleazar de Carvalho, o evento repetiu o sucesso de 2008 e teve alunos com uma técnica ainda mais apurada. “A cada ano, voltamos com um nível artístico mais elevado”, comemorou.

A diretora destacou o festival como oportunidade única para músicos locais aprenderem com professores renomados de outros países como França, Áustria, Estados Unidos, Canadá, China, além do Brasil. Mais de duas dezenas de cursos foram ministrados, em instrumentos de cordas, sopros, piano, violão clássico, coral, balé, entre outros. Ela agradeceu o apoio da Unifor e disse ser “muito bom” estar em um lugar que fala a mesma língua no gosto pela música clássica.

Entre os premiados, só alegria. O trompista Róbson Lima ganhou o concurso Jovens Solistas depois de 10 anos participando. “Para mim, isso é o resultado das aulas, do que venho juntando de conhecimentos. Estou muito feliz”.


Feliz Dia do Amigo

O Dia do Amigo foi adotado em Buenos Aires, na Argentina, com o Decreto nº 235/79, sendo que foi gradualmente adotado em outras partes do mundo.

A data foi criada pelo argentino Enrique Ernesto Febbraro. Ele se inspirou na chegada do homem à lua, em 20 de julho de 1969, considerando a conquista não somente uma vitória científica, como também uma oportunidade de se fazer amigos em outras partes do universo. Assim, durante um ano, o argentino divulgou o lema "Meu amigo é meu mestre, meu discípulo e meu companheiro".

Aos poucos a data foi sendo adotada em outros países e hoje, em quase todo o mundo, o dia 20 de julho é o Dia do Amigo , é quando as pessoas trocam presentes, se abraçam e declaram sua amizade umas as outras, na teoria.

No Brasil, o dia do amigo também é comemorado em 20 de julho.

Passo para eternidade: Chegada do homem a lua completa 40 anos

Em 20 de julho de 1969, o homem conquistou o que, na época, parecia impossível: chegar à Lua. O “pequeno passo” do astronauta Neil Armstrong em solo lunar trouxe benefícios impressionantes para a humanidade. O Ciência & Saúde de hoje viaja de volta ao passado e conta como aconteceu um dos maiores feitos do século XX

Yanna Guimarães
O Povo

No tempo em que o seriado Perdidos no Espaço fazia a cabeça das crianças, foi difícil acreditar que o homem realmente tinha colocado os pés na Lua. Alguns diziam que era tudo mentira da televisão. Que eram efeitos visuais. Enquanto os católicos mais fervorosos afirmavam que aquilo era uma blasfêmia, pois a Lua era “coisa de Deus e ninguém deveria mexer nela”, a garotada ficou maravilhada. O sonho de menino se tornou possibilidade real. Há 40 anos, para o homem, um “pequeno passo” foi dado. Mas, como completou o astronauta Neil Armstrong, foi um salto gigantesco para a humanidade.

A chegada do homem à Lua representou uma enorme conquista para os Estados Unidos em meio à Guerra Fria contra a então União das Repúblicas Socialistas Soviéticas(URSS). Era o primeiro lugar na corrida espacial Mas o resultado foi muito mais do que um troféu ou a bandeira americana fincada em superfície lunar. Milhares de descobertas foram realizadas a partir da chegada do homem na Lua. Até mesmo as técnicas de transplante de órgãos foram aprimoradas nessa época. “Era preciso testar o organismo humano em órbita. Tentaram descobrir uma coisa e acabaram descobrindo outra”, explica Dermeval Carneiro, diretor do Planetário Rubens de Azevedo.

Ele explica que o resultado científico da chegada do homem foi muito mais que um legado. “Só para colocar o homem no espaço foram feitas cerca de 500 mil descobertas, desde a caneta esferográfica à máquina de calcular, que na época custava uma fortuna. O astronauta não podia depender de cálculos manuais”. Outras técnicas foram aprimoradas no tratamento ósseo, pois os viajantes perdem muita massa óssea em órbita. “E muitas outras coisas, como materiais plásticos, sintéticos e alimentos com boa composição de proteínas e vitaminas tiveram que ser desenvolvidos”.

O professor de Filosofia e História da Ciência Mauro Condé, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), afirma que o fato foi o grande acontecimento científico do século XX. “Não foi preciso o desenvolvimento de teorias científicas inovadoras, mas o desenvolvimento e aplicação de novos materiais”, explica. Mauro Condé ressalta que o acontecimento modificou indelevelmente a história da humanidade. “Essa modificação se deu não apenas nos aspectos tecnológicos e científicos, mas econômicos, sociais, políticos e no próprio imaginário humano”.

Desde os escritos de Júlio Verne ao adorado Guerra nas Estrelas o fato permeava e ainda faz parte da imaginação do homem. “De uma maneira mais geral, pode-se dizer que ficou demonstrado o poder da ciência aliada à tecnologia e à força do planejamento. Foi a comprovação da capacidade racional humana de dominar as forças da natureza e não o contrário, de ser subjugado por elas”, ressalta o professor de História da Ciência Gildo Magalhães, da Universidade de São Paulo (USP). O evento de julho de 1969 trouxe para o homem comum a ideia, presente enfaticamente desde o iluminismo, de que para a Ciência não existem barreiras.

800 mil visitaram a 58ª Expocrato

Crato. Com o toque de um berrante, executado por Katiana, rainha das vaquejadas, e o desfile dos animais campeões, foi encerrada ontem à tarde 58ª Exposição Centro Nordestina e Agropecuária do Crato (Expocrato), que foi aberta no domingo, dia 12. O evento superou todas as expectativas, disse o Secretário de Desenvolvimento Agrário Camilo Santana, destacando que houve uma evolução em todos os setores, principalmente na agropecuária, o verdadeiro sentido da festa que levou cerca de 800 mil pessoas ao parque.

O secretário chamou a atenção para o crescimento do evento que projetou o nome do Crato para todo o Brasil e anteviu que, nos próximos anos, a festa será maior ainda. O presidente do Grupo Gestor, Francisco Leitão, antecipou que o volume de negócios vai ultrapassar os R$ 60 milhões previstos para circular este ano.

Somente o Banco do Nordeste assinou contratos no valor de R$ 29 milhões. Todos os espaços foram ocupados com barracas, estandes e outros postos de venda. Muitos animais tiveram de voltar por falta de espaço. Os três leilões transmitidos pelo Canal do Boi, renderam mais de R$ 1 milhão.

O presidente da Associação dos Criadores de Caprinos e Ovinos da Biorregião (Accoa) e integrantes do núcleo gestor da Exposição, Ricardo Técio Miranda Garcia, diz que esta movimentação evidencia a necessidade de construir outro parque. Ricardo adverte que a entrada e saída do parque são complicadas para os expositores. Até mesmo a prestação de socorro de urgência torna-se difícil. Técio destacou também a qualidade genética da ovinocultura da região que, segundo afirmou, se equipara aos melhores plantéis do Brasil.

Este ano, mereceu destaque a presença de cavalos das mais diversas raças. O criador Kael Rocha disse que cerca de 300 cavalos circularam no parque. Ontem, ele desfilava com um quarto de milha, no valor de R$ 200 mil, que foi campeão da raça na Expocrato. No primeiro leilão, foram arrematados 40 cavalos e apurados mais de R$ 600 mil.

No encerramento, foi ressaltado o clima de tranqüilidade durante os oito dias de festas. Foram registradas apenas prisões correcionais dentro do parque. A equipe da Companhia de Policiamento Rodoviário (CPRV) comandada pelo tenente coronel Werisleik Matias, fez 250 procedimentos com o bafômetro. Destes, apenas 20 foram positivos. O policiamento do Crato foi reforçado com mais de 200 homens.

ANTÔNIO VICELMO
Repórter

DN

domingo, 19 de julho de 2009

Desfile de cosplays foi a grande atração do Sana

Rodrigo Carvalho
Desfile de cosplays, games, mostra de animes, karaokê e shows musicais movimentaram o segundo dia do Sana.

Os heróis das histórias em quadrinhos (mangás) e dos desenhos animados (animes) japoneses foram incorporados pelos milhares de adolescentes, na faixa de 15 a 20, que compareceram ontem ao Centro de Convenções Edson Queiroz, onde acontece a nona edição do Sana - Super Mostra Nacional de Animes.

A expectativa dos organizadores é que o Sana receba 50 mil pessoas até o final deste domingo. Consolidado como o segundo maior evento de cultura japonesa da América Latina, o Sana é uma realização da Fundação Cultural Nipônica Brasileira.

O sucesso do Sana podia ser percebido antes mesmo do início do evento. Uma fila quilométrica se formou em torno do Centro de Convenções. Sem tumulto, os ansiosos fãs da cultura nipônica entraram e ocuparam os espaços e desfrutaram de uma série de atrações.

O ponto alto da programação de ontem foi o desfile de cosplays. Na passarela, mais de 30 jovens exibiram suas exóticas fantasias, inspiradas nos personagens dos mangás e animes. A platéia vibrava com entusiasmo durante as performances dos cosplays mais criativos.

Para os aficcionados da cultura japonesa, o Sana oferece atrações diversificadas para todas as tribos. Existem espaços específicos para vídeo games, massagem relaxante, desenhos, workshops, karaokê e hip hope.

Nos estandes de vendas, os jovens compram bijouterias, camisetas, livros, filmes, além de uma infinidade de acessórios que ornamentam o figurino deles inspirados nos seus heróis japoneses.

Os shows musicais levam a garotada ao delírio. Nesta edição, estão presentes quatro feras do estilo Anime Songs (músicas compostas especificamente para as séries de animações). São eles :Hironobu Kagevama, Hiroshi Kitadani, Masaaki Endo, Kanako Ito.

Em Fortaleza, esse interesse pela cultura japonesa iniciou-se em 2001, quando um grupo de 30 jovens se reunia na Praça Portugal para trocar mangás e fitas de animes e seriados. “Nós não imanginávamos que esses encontros se transformariam num evento dessa dimensão”, avalia Daniel Braga, um dos diretores do Sana.

Festival Eleazar de Carvalho: Tudo afinado para a apresentação final

Alex Costa
Desde sábado de manhã os participantes do Festival Eleazar de Carvalho, que termina hoje na Universidade de Fortaleza (Unifor), já sentem falta dos dias de oficinas, concertos e convivência com músicos de vários estados e países. Durante os últimos ensaios para as apresentações de encerramento deste domingo, o clima de saudade e satisfação se mostrava nos acordes das orquestras, no canto do coral, nas conversas de despedida e anseios de continuar estudando para se profissionalizar.

Afinal, é esse o desejo da maioria dos participantes. Tanto que, nos ensaios do coral e da Orquestra A, que aconteceram no Teatro Celina Queiroz, os músicos trocavam as últimas informações sobre exames e audições nos mais diversos locais, sobre como é o mercado nessa área, o que aprenderam nesses dias e o que esperam daqui em diante.

Na opinião do violista Júnior Freire, que toca na Orquestra Sinfônica do Piauí, a experiência de participar do primeiro festival foi única. “A orquestra em que toco é de estudantes. Aqui o nível é diferente, bem mais alto. Para mim foi excelente tocar na Orquestra A, ter aula com o professor Carlos Boltes (do Chile). Pretendo investir, estudar fora. O que aprendi aqui vou levar para a frente”, planeja.

Mesmo para quem já é profissional e veterano em festivais o aprendizado é considerado singular. É o que pensa o professor de musicalização infantil e violinista Francisco José Bandeira Ribeiro. “A bagagem que leve desse festival — é o meu terceiro — são os estudos, como, o que estudar e da maneira correta”, explica.

Além disso, Bandeira acredita que o simples contato com outros músicos e estudantes já é um aprendizado. “A gente aprende com eles, e eles com a gente. É uma troca. Todos com o mesmo objetivo: fazer arte e música de forma profissional”, analisa, antes de partir para o ensaio da Orquestra B do Festival, de câmara, formada só com instrumentos de corda. A Orquestra A, tal qual uma sinfônica, é formada por uma variedade maior de instrumentos, como os de sopro, corda e percussão.

No encerramento, o maestro Christopher Zimmerman conduzirá a Orquestra A, às 19 horas, na praça da biblioteca da Unifor. Desde 28 de junho a Unifor sedia concertos sinfônicos, recitais, cursos de instrumentos, dança, coreografia, canto, regência de coro e de banda, música de câmara e história da música e da arte.
DN

sábado, 18 de julho de 2009

China se prepara para ser a ‘número 1’ da indústria automobilística

Imagine uma metrópole próspera e rica, de prédios suntuosos e grandes shoppings, iluminada por letreiros multicoloridos e que abriga a base da indústria de seu país, em especial, a automobilística. Se pensou em Detroit ou em qualquer outra grande cidade norte-americana, errou até o continente. Trata-se de Xangai, o maior centro econômico e comercial da China. A megalópole incorpora em cada esquina a obsessão chinesa – cada dia mais real – de se tornar a principal potência mundial: já neste ano a cidade deverá ganhar o título de “a nova Detroit”. Isso porque a expectativa da China é vender 11 milhões de veículos em 2009, enquanto os Estados Unidos não deverão passar das 10 milhões de unidades.
De acordo com a Associação de Fabricantes de Veículos da China (CAAM, sigla em inglês), em 2008 foram licenciados no país 9,38 milhões de veículos. O salto nas vendas em meio a uma crise mundial só é possível, segundo a entidade, graças às medidas do governo chinês para estimular o consumo.

Mesmo assim, é o mercado que mais cresce no mundo, o que não é de se estranhar ao levar em conta a população de mais de 1,3 bilhão de pessoas. O país possui 48 montadoras de origem chinesa e, boa parte, pertence ao governo chinês. Se for contar as joint ventures formadas com empresas estrangeiras, o volume duplica.

“A transferência da hegemonia norte-americana para o sul da Ásia é nítida. A impressão que temos é de que a China tem estrutura econômica suficiente para manter o crescimento econômico, mesmo na fase de crise”, diz a professora do departamento de planejamento e análise econômica da escola de administração de empresas da FGV, Celina Ramalho. Segundo ela, daqui a quatro anos a China terá produtos no padrão do mercado automobilístico ocidental.

Exemplos disso são os números anunciados nesta quinta-feira (16) pelo Bureau Nacional de Estatísticas de que o Produto Interno Bruto da China registrou crescimento de 7,9% no segundo trimestre de 2009 em relação ao mesmo período do ano anterior, após avançar 6,1% nos primeiros três meses do ano. Já a produção industrial avançou 9,1% em ritmo anual no segundo trimestre de 2009, após subir 5,1% nos primeiros três meses do ano. Em junho, a produção cresceu 10,7% em ritmo anual.

Assim, a confirmação da superação da indústria automobilística nada mais é do que o dragão chinês mostrando os dentes ao mercado mundial. De acordo com o presidente da Câmara de Comércio Brasil e China (CCIBC), Charles Tang, o grande objetivo das montadoras é exportar. E as fábricas já preparam suas linhas para aumentar a capacidade de produção. “A China ganha competitividade pelo preço. Um Chery Tiggo com vidro elétrico e ar-condicionado sai na China pelo mesmo preço que um Fiat Mille sai no Brasil”, observa Tang.

Para Celina Ramalho, o país irá investir fortemente no mercado externo, quando os países se recuperarem da crise, ou seja, daqui dois anos, no mínimo. “Quando os mercados começarem a ter sua recuperação e for restabelecido efetivamente o padrão de consumo, os países do Bric (Brasil, Rússia, índia e China) retomam sua participação no mercado mundial. Nisso, a China tem vantagem por usar a estratégia japonesa de chão de fábrica, de melhoria contínua de produtos e produção”, avalia a economista da FGV.

A força de Xangai

“China é uma coisa, Xangai é outra.” Assim o gerente de engenharia de manufatura da General Motors Shanghai, Osni Caniato, descreve a “capital econômica” chinesa. Com nove anos de trabalho na China no currículo, o brasileiro conta que a cidade é a que mais abriga estrangeiros, devido à concentração de multinacionais no local. Segundo ele, a cidade com 21 milhões de habitantes possui tudo o que uma metrópole de país de primeiro mundo pode oferecer.

O motivo da reforma urbanística de Xangai foi exatamente atrair investidores e empresas estrangeiras. Ao desenvolver sua indústria, a China optou por espalhar as sedes das empresas por todo o país, assim, caso houvesse um ataque em circunstâncias beligerantes, a economia do país não seria destruída facilmente. Por esse motivo, apesar de as sedes das principais montadoras chinesas estarem espalhadas pelo território – como ilustra o infográfico abaixo – elas mantêm subsidiárias ou escritórios em Xangai.