domingo, 19 de julho de 2009

Festival Eleazar de Carvalho: Tudo afinado para a apresentação final

Alex Costa
Desde sábado de manhã os participantes do Festival Eleazar de Carvalho, que termina hoje na Universidade de Fortaleza (Unifor), já sentem falta dos dias de oficinas, concertos e convivência com músicos de vários estados e países. Durante os últimos ensaios para as apresentações de encerramento deste domingo, o clima de saudade e satisfação se mostrava nos acordes das orquestras, no canto do coral, nas conversas de despedida e anseios de continuar estudando para se profissionalizar.

Afinal, é esse o desejo da maioria dos participantes. Tanto que, nos ensaios do coral e da Orquestra A, que aconteceram no Teatro Celina Queiroz, os músicos trocavam as últimas informações sobre exames e audições nos mais diversos locais, sobre como é o mercado nessa área, o que aprenderam nesses dias e o que esperam daqui em diante.

Na opinião do violista Júnior Freire, que toca na Orquestra Sinfônica do Piauí, a experiência de participar do primeiro festival foi única. “A orquestra em que toco é de estudantes. Aqui o nível é diferente, bem mais alto. Para mim foi excelente tocar na Orquestra A, ter aula com o professor Carlos Boltes (do Chile). Pretendo investir, estudar fora. O que aprendi aqui vou levar para a frente”, planeja.

Mesmo para quem já é profissional e veterano em festivais o aprendizado é considerado singular. É o que pensa o professor de musicalização infantil e violinista Francisco José Bandeira Ribeiro. “A bagagem que leve desse festival — é o meu terceiro — são os estudos, como, o que estudar e da maneira correta”, explica.

Além disso, Bandeira acredita que o simples contato com outros músicos e estudantes já é um aprendizado. “A gente aprende com eles, e eles com a gente. É uma troca. Todos com o mesmo objetivo: fazer arte e música de forma profissional”, analisa, antes de partir para o ensaio da Orquestra B do Festival, de câmara, formada só com instrumentos de corda. A Orquestra A, tal qual uma sinfônica, é formada por uma variedade maior de instrumentos, como os de sopro, corda e percussão.

No encerramento, o maestro Christopher Zimmerman conduzirá a Orquestra A, às 19 horas, na praça da biblioteca da Unifor. Desde 28 de junho a Unifor sedia concertos sinfônicos, recitais, cursos de instrumentos, dança, coreografia, canto, regência de coro e de banda, música de câmara e história da música e da arte.
DN

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