Desde sábado de manhã os participantes do Festival Eleazar de Carvalho, que termina hoje na Universidade de Fortaleza (Unifor), já sentem falta dos dias de oficinas, concertos e convivência com músicos de vários estados e países. Durante os últimos ensaios para as apresentações de encerramento deste domingo, o clima de saudade e satisfação se mostrava nos acordes das orquestras, no canto do coral, nas conversas de despedida e anseios de continuar estudando para se profissionalizar.
Afinal, é esse o desejo da maioria dos participantes. Tanto que, nos ensaios do coral e da Orquestra A, que aconteceram no Teatro Celina Queiroz, os músicos trocavam as últimas informações sobre exames e audições nos mais diversos locais, sobre como é o mercado nessa área, o que aprenderam nesses dias e o que esperam daqui em diante.
Na opinião do violista Júnior Freire, que toca na Orquestra Sinfônica do Piauí, a experiência de participar do primeiro festival foi única. “A orquestra em que toco é de estudantes. Aqui o nível é diferente, bem mais alto. Para mim foi excelente tocar na Orquestra A, ter aula com o professor Carlos Boltes (do Chile). Pretendo investir, estudar fora. O que aprendi aqui vou levar para a frente”, planeja.
Mesmo para quem já é profissional e veterano em festivais o aprendizado é considerado singular. É o que pensa o professor de musicalização infantil e violinista Francisco José Bandeira Ribeiro. “A bagagem que leve desse festival — é o meu terceiro — são os estudos, como, o que estudar e da maneira correta”, explica.
Além disso, Bandeira acredita que o simples contato com outros músicos e estudantes já é um aprendizado. “A gente aprende com eles, e eles com a gente. É uma troca. Todos com o mesmo objetivo: fazer arte e música de forma profissional”, analisa, antes de partir para o ensaio da Orquestra B do Festival, de câmara, formada só com instrumentos de corda. A Orquestra A, tal qual uma sinfônica, é formada por uma variedade maior de instrumentos, como os de sopro, corda e percussão.
No encerramento, o maestro Christopher Zimmerman conduzirá a Orquestra A, às 19 horas, na praça da biblioteca da Unifor. Desde 28 de junho a Unifor sedia concertos sinfônicos, recitais, cursos de instrumentos, dança, coreografia, canto, regência de coro e de banda, música de câmara e história da música e da arte.
DN

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