Cerca de 250 artistas participaram das oficinas do festival. Sete deles foram premiados, incluindo três cearenses
ÍCARO JOATHAN
DN
Belas vozes, acordes afinados e muito aprendizado. Assim, foi encerrada a XI edição do Festival Eleazar de Carvalho, ontem à noite, na Praça Central da Universidade de Fortaleza (Unifor). O evento de música clássica, que já faz parte do calendário nacional, revelou, mais uma vez, grandes talentos. O festival deu espaço para cerca de 250 artistas aprimorarem conhecimentos musicais e apresentou grandes nomes da canção erudita.
Na despedida, o público pôde conferir apresentações do maestro norte-americano Christopher Zimmerman, que conduziu a Orquestra Sinfônica do Festival Eleazar de Carvalho, e do paulista Diogo Pacheco, à frente da Orquestra Jovem. Zimmerman regeu clássicos do austríaco Joseph Haydn e do russo Alexander Borodin. Pacheco conduziu “Prelúdio”, de Heitor Villa-Lobos em as Bachianas Brasileiras nº 04, e encerrou a noite com o Hino Nacional Brasileiro. Haydn,Villa-Lobos e o alemão Felix Mendelssohn foram os homenageados desta edição do festival.
Também ontem foram anunciados os vencedores do Concurso de Jovens Solistas. Róbson Lima, de Maranguape, venceu na categoria trompa. O potiguar Rodolfo Pontes foi o melhor baixista. A brasiliense Alba Bonfim foi escolhida a melhor regente. Ana Luísa Ramos, de São Paulo, foi eleita a melhor voz. A chinesa Ja Chin Chang Chien venceu entre os músicos de sopro.
Como acontece desde a primeira edição, artistas foram premiados com instrumentos de orquestra. Róbson Lima, que ganhou mais uma vez o prêmio, foi contemplado com uma trompa. Francisco Nogueira Dantas, de Iguatu, recebeu um violino. Uma flauta foi o prêmio de Michael de Almeida Cordeiro, de Fortaleza.
Na opinião da diretora artística do festival, Sônia Muniz Carvalho, viúva do maestro Eleazar de Carvalho, o evento repetiu o sucesso de 2008 e teve alunos com uma técnica ainda mais apurada. “A cada ano, voltamos com um nível artístico mais elevado”, comemorou.
A diretora destacou o festival como oportunidade única para músicos locais aprenderem com professores renomados de outros países como França, Áustria, Estados Unidos, Canadá, China, além do Brasil. Mais de duas dezenas de cursos foram ministrados, em instrumentos de cordas, sopros, piano, violão clássico, coral, balé, entre outros. Ela agradeceu o apoio da Unifor e disse ser “muito bom” estar em um lugar que fala a mesma língua no gosto pela música clássica.
Entre os premiados, só alegria. O trompista Róbson Lima ganhou o concurso Jovens Solistas depois de 10 anos participando. “Para mim, isso é o resultado das aulas, do que venho juntando de conhecimentos. Estou muito feliz”.

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