Em 20 de julho de 1969, o homem conquistou o que, na época, parecia impossível: chegar à Lua. O “pequeno passo” do astronauta Neil Armstrong em solo lunar trouxe benefícios impressionantes para a humanidade. O Ciência & Saúde de hoje viaja de volta ao passado e conta como aconteceu um dos maiores feitos do século XX
Yanna Guimarães
O Povo
No tempo em que o seriado Perdidos no Espaço fazia a cabeça das crianças, foi difícil acreditar que o homem realmente tinha colocado os pés na Lua. Alguns diziam que era tudo mentira da televisão. Que eram efeitos visuais. Enquanto os católicos mais fervorosos afirmavam que aquilo era uma blasfêmia, pois a Lua era “coisa de Deus e ninguém deveria mexer nela”, a garotada ficou maravilhada. O sonho de menino se tornou possibilidade real. Há 40 anos, para o homem, um “pequeno passo” foi dado. Mas, como completou o astronauta Neil Armstrong, foi um salto gigantesco para a humanidade.
A chegada do homem à Lua representou uma enorme conquista para os Estados Unidos em meio à Guerra Fria contra a então União das Repúblicas Socialistas Soviéticas(URSS). Era o primeiro lugar na corrida espacial Mas o resultado foi muito mais do que um troféu ou a bandeira americana fincada em superfície lunar. Milhares de descobertas foram realizadas a partir da chegada do homem na Lua. Até mesmo as técnicas de transplante de órgãos foram aprimoradas nessa época. “Era preciso testar o organismo humano em órbita. Tentaram descobrir uma coisa e acabaram descobrindo outra”, explica Dermeval Carneiro, diretor do Planetário Rubens de Azevedo.
Ele explica que o resultado científico da chegada do homem foi muito mais que um legado. “Só para colocar o homem no espaço foram feitas cerca de 500 mil descobertas, desde a caneta esferográfica à máquina de calcular, que na época custava uma fortuna. O astronauta não podia depender de cálculos manuais”. Outras técnicas foram aprimoradas no tratamento ósseo, pois os viajantes perdem muita massa óssea em órbita. “E muitas outras coisas, como materiais plásticos, sintéticos e alimentos com boa composição de proteínas e vitaminas tiveram que ser desenvolvidos”.
O professor de Filosofia e História da Ciência Mauro Condé, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), afirma que o fato foi o grande acontecimento científico do século XX. “Não foi preciso o desenvolvimento de teorias científicas inovadoras, mas o desenvolvimento e aplicação de novos materiais”, explica. Mauro Condé ressalta que o acontecimento modificou indelevelmente a história da humanidade. “Essa modificação se deu não apenas nos aspectos tecnológicos e científicos, mas econômicos, sociais, políticos e no próprio imaginário humano”.
Desde os escritos de Júlio Verne ao adorado Guerra nas Estrelas o fato permeava e ainda faz parte da imaginação do homem. “De uma maneira mais geral, pode-se dizer que ficou demonstrado o poder da ciência aliada à tecnologia e à força do planejamento. Foi a comprovação da capacidade racional humana de dominar as forças da natureza e não o contrário, de ser subjugado por elas”, ressalta o professor de História da Ciência Gildo Magalhães, da Universidade de São Paulo (USP). O evento de julho de 1969 trouxe para o homem comum a ideia, presente enfaticamente desde o iluminismo, de que para a Ciência não existem barreiras.
O Povo
A chegada do homem à Lua representou uma enorme conquista para os Estados Unidos em meio à Guerra Fria contra a então União das Repúblicas Socialistas Soviéticas(URSS). Era o primeiro lugar na corrida espacial Mas o resultado foi muito mais do que um troféu ou a bandeira americana fincada em superfície lunar. Milhares de descobertas foram realizadas a partir da chegada do homem na Lua. Até mesmo as técnicas de transplante de órgãos foram aprimoradas nessa época. “Era preciso testar o organismo humano em órbita. Tentaram descobrir uma coisa e acabaram descobrindo outra”, explica Dermeval Carneiro, diretor do Planetário Rubens de Azevedo.
Ele explica que o resultado científico da chegada do homem foi muito mais que um legado. “Só para colocar o homem no espaço foram feitas cerca de 500 mil descobertas, desde a caneta esferográfica à máquina de calcular, que na época custava uma fortuna. O astronauta não podia depender de cálculos manuais”. Outras técnicas foram aprimoradas no tratamento ósseo, pois os viajantes perdem muita massa óssea em órbita. “E muitas outras coisas, como materiais plásticos, sintéticos e alimentos com boa composição de proteínas e vitaminas tiveram que ser desenvolvidos”.
O professor de Filosofia e História da Ciência Mauro Condé, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), afirma que o fato foi o grande acontecimento científico do século XX. “Não foi preciso o desenvolvimento de teorias científicas inovadoras, mas o desenvolvimento e aplicação de novos materiais”, explica. Mauro Condé ressalta que o acontecimento modificou indelevelmente a história da humanidade. “Essa modificação se deu não apenas nos aspectos tecnológicos e científicos, mas econômicos, sociais, políticos e no próprio imaginário humano”.
Desde os escritos de Júlio Verne ao adorado Guerra nas Estrelas o fato permeava e ainda faz parte da imaginação do homem. “De uma maneira mais geral, pode-se dizer que ficou demonstrado o poder da ciência aliada à tecnologia e à força do planejamento. Foi a comprovação da capacidade racional humana de dominar as forças da natureza e não o contrário, de ser subjugado por elas”, ressalta o professor de História da Ciência Gildo Magalhães, da Universidade de São Paulo (USP). O evento de julho de 1969 trouxe para o homem comum a ideia, presente enfaticamente desde o iluminismo, de que para a Ciência não existem barreiras.
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