sábado, 21 de novembro de 2009

Mercado público demanda reforma

Iguatu. Exatos 40 anos após ser construído, o mercado público desta cidade está saturado, necessita de mais espaço e nele as condições de trabalho são precárias. Nesse período, o prédio não foi ampliado nem reformado. Mas o maior problema está no entornol, onde nos últimos 20 anos foram improvisadas dezenas de barracas para venda de frutas e cereais. Feirantes e consumidores aguardam a construção de um novo mercado.

Nas duas últimas décadas, a cidade cresceu, mas o mercado público não foi ampliado. Houve uma total descaracterização com o surgimento de barracas para a venda de frutas e cereais na lateral e atrás do imóvel. Visto do alto, a imagem revela um amontoado de cobertas de plástico, madeira, telhas de amianto e zinco. O cenário lembra uma favela. Embaixo, é difícil caminhar e até as calçadas foram ocupadas pelos feirantes. No início desta semana, cerca de 50 feirantes que comercializavam verduras, confecções e remédios caseiros em frente ao centro de abastecimento foram removidos para uma rua lateral entre o mercado e o Banco do Brasil. A maioria é contrária à mudança e reclama da queda nas vendas. "Vendia em torno de R$20, mas hoje só apurei R$ 2", reclama a feirante Rosimar Melo, que há 20 anos trabalha na feira livre. "Aqui ficou ruim para todos".

O feirante Agaci Silva conta que não houve aviso nem reunião com os vendedores. "Foi uma surpresa para todos", disse. "As nossas barracas não atrapalhavam o trânsito". Para os feirantes, o que prejudicava eram as motos e bicicletas em frente ao mercado. Paulo Batista de Souza há 33 anos tem uma barraca de ervas e artigos de cozinha, mas no segundo dia após a remoção, diz que não vendeu nada.

A situação do entorno do mercado central permanece precária. Na Rua Eduardo Lavor ficam os vendedores de cereais, feijão, farinha e arroz, que ocupam as calçadas dos dois lados e obrigam os pedestres a caminharem pelo meio da rua. O risco de acidentes no trânsito é constante. Um pouco à frente, na Avenida Agenor Araújo, ficam os vendedores de feijão-verde, verduras e legumes que ocupam a antiga área de estacionamento.

Nos fundos do Centro de Abastecimento estão dezenas de vendedores de frutas e verduras e algumas barracas que vendem refeição. A vista aérea do local denuncia a precariedade.

Em face da desorganização, a solução é a construção de um novo mercado. Os feirantes vivem essa expectativa há vários anos. O prefeito de Iguatu, Agenor Neto, recentemente solicitou do Governo do Estado financiamento para a construção de um novo mercado central. O novo centro de abastecimento irá ocupar uma área ao lado do antigo mercado, próximo ao Largo da Telha.

ENQUETE

Vocé é a favor de um novo mercado?

Kátia da Silva
Feirante
Prefiro trabalhar na feira livre, na rua, e temo que com o novo mercado haja cobrança de taxa elevada e falta de espaço

ANTÔNIO DO CARMO
Consumidor
Sou a favor de um novo mercado para dar melhores condições de trabalho e proteção aos feirantes que estão na rua

Mais Informações:
Secretaria de Infraestrutura do Município de Iguatu
Av. Rui Barbosa, S/N
(88) 3566. 7909


HONORIO BARBOSA
Repórter/DN

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