Apesar das negativas do ministro da Justiça, Tarso Genro, congressistas fazem alarde sobre a possível presença de grupo terrorista Al Qaeda no Brasil. O deputado federal Raul Jungmann (PPS-PE) propôs audiência pública conjunta entre as comissões de Segurança Pública e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados e representantes do governo.
Dado o alarde, a proposta foi aprovada por unanimidade, às 16 horas desta quarta-feira, 27.
A Terra Magazine, Jungmann revela que "já tinha conhecimento no passado de membros do Al Qaeda andando, passeando por aqui sem serem monitorados. Mas agora é a primeira vez que ele fixa e opera aqui, utiliza o País como base".
Segundo o jornal Folha de S. Paulo, um integrante da alta hierarquia da Al Qaeda tinha sido preso no Brasil no dia 25 de abril por ordem do juiz da 4ª Vara Criminal Federal, Alexandre Cassettari. O libanês foi solto no último dia 18.
"Neste caso, ficou evidente que não há clareza e nem uma hierarquia de quem pode combater o terrorismo", afirma o deputado. Acrescenta ainda que "não há também um órgão cabeça que comande militares, Polícia Federal e área de inteligência".
Para o deputado a nossa legislação é outro "problema":
- Ela é totalmente defasada e sequer existe no Brasil a tipificação do crime de terrorismo. Supondo que o inominável acontecesse, um ato terrorista no Brasil, não teríamos como tipificar como terrorismo, mas por outros crimes. Temos a Lei de Segurança Nacional, totalmente defasada e que fala de outra coisa: a subversão comunista.
Jungmann enaltece o crescimento da projeção política brasileira no exterior: "É um País que tem assento no Conselho de Segurança da ONU, que desenvolve uma política de aproximação com o mundo árabe, africano e asiático". Contudo, o deputado julga pertinente ressaltar que "não é só ir ao centro do mundo e participar do palco global". E mais:
- Também os problemas e conflitos do mundo vêm até nós. Aí vemos a clara defasagem do Brasil para fazer frente àquilo que ele deseja em termos externos. Há uma clara defasagem.
"O caso que está sendo noticiado mostra a ampliação desses riscos", diz e avalia que "o Brasil pode estar sendo visto como simpático, hospedeiro". Para Jungmann, o caso é "evidentemente uma novidade", afirma e justifica com isto seu pedido de audiência.
Terra Magazine
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