Por mais que seja comum, o setor da construção civil ficou mais prejudicado com o intenso período de chuvas no Estado. Durante a quadra invernosa, os donos de imóveis evitam construir ou reformar. “O problema é que neste ano, as chuvas estão mais prolongadas e isso afetou ainda mais o segmento da construção civil”, observa o presidente do Sindilojas, Tadeu Rolim. “A crise chegou forte em abril, mas neste mês de maio a gente espera uma reação”.
Outro setor que aponta queda é o de ótica. A vendedora de uma ótica, Maxiana Gonçalves, disse que as vendas caíram e neste mês de maio a tendência de queda permanece, em comparação com igual período de 2008. A vendedora Marli Lima, de uma loja de confecções, também confirma a tendência de queda no setor. “Esperamos que as vendas melhorem a partir do próximo mês, porque até agora tem sido ruim, bem abaixo da expectativa”, disse. A maioria dos donos de lojas de vestuário também reclama das quedas na venda.
Contrapartida - Em abril passado e na primeira quinzena de maio, as vendas no comércio varejista desta cidade registraram, em média, um crescimento de 12%, frente ao mesmo período de 2008. Os dados são da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e da Associação Comercial. Segundo os diretores das duas entidades a crise econômica internacional não provocou abalos significativos no comércio local, embora tenha alcançado alguns setores, como confecção.
O diretor da CDL, Francisco Bento de Souza, observa que houve queda no setor varejista somente em janeiro de 2009. “Depois as vendas melhoraram e até superaram igual período do ano passado”, frisou. “O cenário de crise que se desenhou para este período, felizmente, não está ocorrendo. Se não houve ganho, pelo menos podemos falar em equilíbrio”. Para a maioria dos dirigentes empresariais, o quadro atual não é de preocupação.
O presidente da Associação Comercial, Henrique Costa, também afirma que a crise econômica não chegou a esta cidade. “Podem haver problemas localizados, mas o quadro de boas vendas se mantém em relação a 2008”, disse. O termômetro de que a tendência é de permanecer melhorando os negócios no setor varejista foi a semana que antecedeu ao Dia das Mães. “Houve um crescimento nas vendas de 11% nos setores de calçados, perfumaria e confecções”, frisou Costa.
A gerente da loja de calçados Azteca, Suelyane Santos, prefere não divulgar percentuais de crescimento, mas garante que não houve queda. “A crise não chegou aqui. Pelo contrário, as vendas melhoraram”. A renovação do estoque, lançamentos, preço baixo e prazos são os diferenciais que atraem a clientela das cidades vizinhas.Iguatu é pólo da região e atrai consumidores de dez municípios. Diariamente, vêm clientes de Acopiara, Mombaça, Quixelô, Jucás, Cariús, Orós, Icó, Cedro, Catarina e Saboeiro principalmente para fazer compras.
Melquíades Júnior
Colaborador
DN
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