Especialista recomenda avaliar bem o seu perfil de usuário para evitar desperdício na compra de seu computador pessoalVocê acha que utiliza todos os recursos do seu computador? Para o especialista Rodrigo Franco, 95% dos usuários jogam dinheiro fora ao comprar uma máquina top de linha cujos recursos avançados não serão explorados no dia-a-dia. Bombardeados por comerciais que exaltam os novos modelos de PCs que prometem velocidade, capacidade de armazenamento e de processamento cada vez maiores, os consumidores acabam levando para casa um equipamento que vai além do que precisam de fato.
Rodrigo Franco, que é diretor de uma empresa paulista de aluguel e manutenção de equipamentos eletrônicos, pondera que não vale a pena adquirir uma máquina de última geração se o usuário vai usar o computador somente em aplicações básicas, como navegar na internet, trocar e-mails e utilizar programas leves, como um editor de textos ou de planilhas. Para este perfil de usuário, Franco recomenda um computador equipado com processador Intel Celeron D430, de 2 GHz, 1 GB de memória RAM, disco rígido (HD) de 160 GB e gravador de CD/DVD. Um computador com essa configuração custa em torno de R$ 1.200.
Para usuários que também gostam de jogos no PC, o especialista recomenda acrescentar à configuração uma placa de vídeo de 512 MB, por R$ 250.Para empresas, a escolha de um PC ideal que não acarrete exageros e desperdícios vai depender do ramo de atividade. Em geral, a configuração básica para uma empresa envolve um processador Dual Core de 2 GHz, 2 GB de memória RAM, disco rígido de 250 GB e gravador de CD/DVD.
Tal configuração custa cerca de R$ 1.400. No caso dos computadores corporativos, a adição de uma placa de vídeo é recomendada para empresas que utilizam softwares que exigem processamento de gráficos — de áreas como engenharia e arquitetura.Montar é boa opçãoAtentando para sua configuração ideal, encomendar ou montar o próprio computador — para quem tem um bom conhecimento técnico — seguindo as próprias especificações de componentes, pode ser também uma solução inteligente. Essa estratégia pode resultar numa economia de até 15% em relação ao preço de um computador ‘‘de marca’’.
Para a escolha do monitor, em termos de custo-benefício, a melhor opção tanto para o usuário doméstico quanto para o corporativo acaba sendo os modelos de LCD de 17 polegadas. Na opinião de Franco, como a diferença de preço entre um monitor de 17’’ e 15’’ não é substancial, é preferível adquirir o modelo de maior tela.O consumidor também deve evitar desperdício na escolha de notebooks.
Com muitos modelos disponíveis e a preços bem atraentes, esses PCs ainda merecem uma avaliação sob o ponto de vista das reais necessidades do usuário. A nova onda de notebooks ultraportáteis — chamados de ‘‘netbooks’’ —, por exemplo, ainda não trouxe boas opções para o usuário comum, na opinião de Franco. ‘‘São muito caros para pouca coisa e deixam a desejar’’, diz o especialista. Com o tempo, entretanto, os netbooks devem ganhar mais recursos e merecer a preferência do consumidor.
Um exemplo disso é que já existem modelos que abandonaram a memórias flashes internas de 4 GB para trazer HDs com suas dezenas de gigabytes.Com recursos limitados, esses pequenos PCs são bons para quem precisa de comodidade, mobilidade e economia de espaço, usuários que passam o dia em trânsito. Mesmo assim, Rodrigo Franco ainda é partidário dos notebooks tradicionais com tela de 13’’, que custam em torno de R$ 2 mil. Mas cabe uma ressalva: ‘‘Notebook para o usuário que vai ficar em casa não vale a pena’’.
FIQUE POR DENTRO
Conheça as marcas mais confiáveisO posto de marca de computador mais confiável não é mais da estilosa Apple. A companhia de Steve Jobs caiu duas posições, superada pela taiwanesa Asus e pela chinesa Lenovo no ranking da empresa especializada em suporte técnico Rescuecom, dos EUA. Depois da Apple, a lista continua com as marcas Toshiba, Acer e HP/Compaq. O ranking é feito a partir da quantidade de ligações feitas para a assistência técnica de cada marca, levando em conta ainda o número de computadores vendidos por elas. O novo ranking considera as vendas e reclamações registradas do último trimestre de 2008.
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