sábado, 21 de agosto de 2010

Jornais vão se autorregulamentar

A Associação Nacional de Jornais (ANJ) decidiu criar um “conselho de autorregulamentação” que acompanhará a atuação da imprensa escrita no Brasil, como forma de “reiterar o compromisso da entidade com a liberdade de expressão e com a responsabilidade editorial”. O anúncio foi feito no 8º Congresso Brasileiro de Jornais, que se realiza no Windsor Barra Hotel, no Rio de Janeiro.

“Definimos conceitos básicos para o estabelecimento de um conselho de autorregulamentação, composto por sete membros, que julgará casos a ele submetidos. Nos próximos meses, nosso compromisso é o de detalhar o regulamento e os procedimentos para que este conselho seja designado e comece a atuar”, informou a presidente da ANJ, Judith Brito.

Judith Brito acredita que até o fim do ano o novo conselho esteja em funcionamento. “Sabemos que muitos jornais já têm seus códigos de ética. A própria ANJ tem seu código. Agora, trata-se de avançar num modelo que permita debater e avaliar nossos erros, de forma transparente.”

Em discurso, a presidente da ANJ lembrou a “decisão histórica” do Supremo Tribunal Federal de acabar com a Lei de Imprensa, definida como “legislação antidemocrática com o objetivo de limitar a circulação de informações e opiniões”.

“Os jornais não querem se isentar da responsabilidade que obviamente têm em suas funções de informar. Em nenhum momento propusemos impunidade, mas apenas nos defendemos contra a intolerável censura prévia”, declarou Judith Brito.

A presidente da ANJ afirmou que a entidade é parceira das escolas de jornalismo, incentivando-as a serem “modelo de qualidade na formação humanística”, e disse que as empresas só têm a ganhar com profissionais oriundos das boas escolas de jornalismo. Mas o fim da obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão, exigência também derrubada pelo STF, era um “claro embaraço à liberdade de expressão e era natural sua revogação”.

opovo on line

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