Nas rimas, afirma ter ido às ruas coletar opiniões sobre as declarações do compositor baiano. E assim, praticamente todas as estrofes do cordel com críticas a Caetano partem de “anônimos” - apenas nas três últimas o autor se pronuncia a respeito.
As críticas, aliás, são pesadíssimas. Em determinados momentos, deselegantes até. Expressões grosseiras como “imbecil”, um trecho com tom homofóbico, a sugestão de que o cantor seria racista e “lambe-botas do Toninho Malvadeza” (apelido do ex-senador Antônio Carlos Magalhães) são a prova da “pena pesada”.
Apesar desses grandes e inequívocos deslizes, o cordel também tem trechos muito inspirados, como a estrofe abaixo:
- Caetano ‘Cardoso’ segue
Sempre a favor do “vento”
Por entre fotos e nomes
Sem lenço nem argumento
Vivendo só do passado,
Cada vez mais ciumento.
ou
- O Caetano deveria
Ser modesto e mais gentil
Porém o seu narcisismo
Que não é nada sutil
Faz dele um homem frustrado
Por ser bem menor que Gil.
Na parte final do cordel, usa uma frase do próprio Caetano “Gente é para brilhar”, quase completando com o que poderia - sob a ótica iletrada deste blogueiro - ser dito em qualquer ocasião: “gente como a gente, qualquer gente”.
Barreto termina seu poema reclamando um luto pela existência de “racistas em nossa terra” algo que, nas palavras do poeta: “radicalmente refuto”.
Iuri RubimBlog das Ruas/Terra

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