A partir de hoje, a Fundação Casa Grande, em Nova Olinda, é a Casa do Patrimônio da Chapada do Araripe
Nova Olinda. A Fundação Casa Grande - Memorial do Homem Kariri recebe, hoje, o título de Casa do Patrimônio da Chapada do Araripe. Passa a ser a primeira instituição não pertencente ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), no Brasil, a receber o título e a primeira do Ceará e do Nordeste a ser integrada a uma Organização Não Governamental (ONG).
A assinatura do termo de cooperação, que insere os estados do Ceará e Pernambuco, acontece às 10 horas, na própria Fundação, pelos dirigentes da instituição, Alemberg Quindins e Rosiane Limaverde, e o presidente do Iphan, Luiz Fernando Almeida. Conta também com as presenças da diretora do Departamento de Articulação e Fomento do Iphan, e dos superintendentes no Ceará e Pernambuco, José Clodoveu e Frederico Almeida, respectivamente.
Desde o último dia 27, está acontecendo, na instituição, o I Seminário de Avaliação e Planejamento das Casas do Patrimônio, já presentes em alguns estados do Brasil. O seminário tem como objetivo fazer uma primeira avaliação do processo de implantação das Casas do Patrimônio. Neste primeiro ano de implementação, a intenção é discutir as possibilidades, limitações e soluções encontradas em cada uma das experiências desenvolvidas no Brasil.
Com a avaliação conjunta das ações, espera-se também o início de uma verdadeira rede de ações educativas sediadas nas Casas do Patrimônio e com amplo diálogo interno e externo, criando condições para que o projeto, mesmo calcado nas condições específicas de cada lugar e público, mantenha e fortaleça seu caráter abrangente, de política nacional do Iphan.
Segundo a presidente da Fundação, a entidade já vem desenvolvendo o trabalho dentro dos preceitos educativos dialógicos e focados na autonomia e formação dos jovens a partir da memória e do patrimônio cultural. São 17 anos de criação da Instituição em Nova Olinda. Para Rosiane, a Casa Grande já atua com ações de educação patrimonial e levantamento dos sítios arqueológicos, itens que já inseridos no projeto governamental, além da conscientização para preservação junto à comunidade, que vai requerer um envolvimento maior da comunidade com a Casa Patrimônio.
Participam do seminário representantes das Casas Patrimônio de Ouro Preto, João Pessoa, Minas Gerais, e Iguape, em São Paulo. Estão sendo apresentados os trabalhos desenvolvidos durante o tempo de criação de cada projeto. A ideia é que diversas Casas Patrimônio sejam criadas no Brasil, dentro de uma perspectiva diferenciada do próprio Iphan de se aproximar das comunidades e levar um processo de educação patrimonial para a formação de consciência voltada para a preservação.
No caso da Fundação Casa Grande, Rosiane e Alemberg encaram esse momento como um grande desafio. "É uma responsabilidade transformar uma ação numa política pública regional e isso amplia o nosso trabalho. Vem numa hora de maior maturidade", ressalta Rosiane Limaverde, ao acrescentar o trabalho de aproximação com a comunidade do entorno da Chapada. Outra ideia é a criação de um Conselho Regional do Patrimônio. Mas esse é um momento de pré-implantação das ações, que deverão estar diretamente relacionadas com a cultura local.
Reconhecimento
"Tornar-se Casa do Patrimônio faz com que a Casa Grande ganhe dimensão pública, um desafio"
Rosiane Limaverde
Presidente da Fundação Casa Grande
Mais Informações:
Escritório da Fundação Casa Grande
Rua Ratisbona, 564 - Centro
Crato - CE
(88) 3521-8133 /(88) 9243-6131
Elizângela Santos
Repórter/DN

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