sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Um passageiro rebelde

DIVULGAÇÃO

Táxi parado durante blitz transportava um macaco-prego. Animal, que havia invadido um hotel no Centro, mordeu uma mulher e teve que ser retirado do carro por seis bombeiros

Rio - O que era para ser uma repressão de rotina a um táxi suspeito de irregularidades virou uma inusitada caçada a um primata. Encontrado dentro do carro, um macaco-prego quebrou a rotina de policiais da 6ª DP (Cidade Nova), ontem à tarde. O animal mordeu uma pessoa, saltou em direção a um agente e só foi retirado por seis bombeiros do Quartel Central, uma hora depois de ficar preso dentro do carro.
Foto: André Luiz Mello / Agência O DIA
Macaco-prego, encontrado no táxi, foi levado para o zoológico

O macaco estava dentro de um balde, coberto por lençóis, no interior do táxi KMN-7666. Com duas restrições judiciais no cadastro do Detran, o veículo do taxista Jairson Costa, 54 anos, foi levado por policiais da Corregedoria Geral Unificada (CGU) à delegacia. Os agentes desconfiaram da atitude dos três passageiros e da quantidade de roupas empilhadas no banco de trás.

Ao tentar retirar o macaco do carro, a empresária Irvana Rosa Belchior, 43 anos, levou mordida na mão direita. Levada ao Hospital Souza Aguiar, Irvana passou por cirurgia de reconstituição dos tecidos. Ana Angélica Caetano, 35, contou que o animal apareceu de manhã no telhado do Hotel Paris, na Praça Tiradentes, onde ela trabalha com Irvana e o porteiro Mauro Silva dos Santos, 39.

Os três pegaram o táxi sem informar ao motorista que levavam um animal silvestre. “O macaco roubou pizza da cozinha e removeu várias telhas para entrar no hotel”, disse Ana, contando que o macaco foi dopado. “Esmaguei três comprimidos e ofereci a ele misturado com mamão. Juro que ia soltá-lo em Itaboraí”, garantiu. As duas vão responder por crime ambiental contra a fauna. Levado para o zoológico, o macaco ficará de quarentena antes de ser solto na Floresta da Tijuca. O taxista foi liberado.


RICARDO ALBUQUERQUE
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