quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Anfavea teme aumento dos preços dos veículos

Além do fim do IPI, há o aumento do valor do aço. Reajustes salarias conquistados pelos funcionários também pesam.

O fechamento do mês de setembro traz à indústria automobilística nacional dois desafios: o primeiro será melhorar a competitividade no exterior para recuperar as vendas para outros paises, quando o mundo superar a crise; o segundo será equacionar os preços dos veículos no mercado brasileiro com forte pressão para subir.

Entre os fatores que influenciaram os ajustes dos preços são o fim da redução do IPI, o aumento dos valores do aço previsto para dezembro e o reajuste salarial no setor, conquistado após greves realizadas no último mês.

Na prática, isso significa a forte tendência do aumento dos preços. Como o aço representa o principal custo na produção de veículos, se o preço da commodity realmente for ajustado, a industria não conseguirá segurar os valores dos veículos no patamar visto até agora.

“Precisamos avaliar o efeito do fim do desconto do IPI em relação ao mercado”, diz o presidente da presidente da Anfavea, Jackson Schneider. “O ajuste de preço é uma decisão de cada empresa, mas existe sim uma pressão de custo que pode ser repassada para o consumidor”, acrescenta o representante das montadoras.

Priscila Dal Poggetto
Do G1, em São Paulo

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