Obra será distribuída durante o Festival Regional para Pessoas com Deficiência, que acontece até o fim do ano
Fortaleza. Eles sorriem, brincam, encenam, pintam, criam e recriam a arte. São jovens e adultos que precisam de oportunidades para mostrar que também são capazes de inovar e, principalmente, colocar em prática muitos talentos. A publicação "Olhar Diferente", iniciativa da Associação para o Desenvolvimento dos Municípios do Estado do Ceará (APDMCE), formada pelas primeiras-damas das prefeituras, é uma abordagem de todos os projetos desenvolvidos para beneficiar as pessoas com algum tipo de necessidade especial, seja visual, auditiva, física ou mental.
O lançamento da obra, executado a partir do sucesso obtido com os projetos executados pela Associação, acontecerá em sete cidades do Interior a partir da próxima terça-feira, em Acopiara, no Pólo de Lazer Edson Monteiro de Oliveira; e terminará no dia 18 de novembro, no Crato. As outras cidades a serem visitadas para o lançamento da publicação são: Tauá, Limoeiro do Norte, Fortaleza, Pacoti e Sobral.
De acordo com a presidente da APDMCE, Célia Costa Lima, a publicação é uma mostra dos resultados obtidos com o projeto desenvolvido nas 21 instituições, beneficiando cerca de 600 pessoas com deficiência. As instituições estão localizadas em 16 cidades. No início, o projeto atendia apenas a 14 instituições, com um total de 250 pessoas. "A Associação, historicamente, tem um papel de transformação da sociedade, dos atores sociais", ressalta Célia Costa. E acrescenta informando que todas as cidades atendidas pelo projeto foram escolhidas com base no setor em que possuem destaque, como o de cerâmica no município de Limoeiro do Norte, por exemplo.
Balanço
O projeto começou em março deste ano. Os resultados foram publicados no livro, mas continuam por meio de seminários para capacitar gestores em projetos sociais. Cada município foi contemplado com diversos aspectos, que inclui desde a produção de cerâmicas, dança, música, pintura e teatro. Isso mostra que as cidades não foram beneficiadas em todas as categorias, mas naquelas em que são destaques no comércio ou possuem produção em larga escala. "As cidades que possuem aptidão para o teatro recebeu projeto nessa área e assim segue nas outras cidades", diz.
O livro é uma coletânea de relatos, que vão desde os próprios atores, os clientes até os pais. "Gestores de cada instituição também contribuíram com depoimentos. O relato das outras instituições está implícito. Percebemos que cada um deles é um sujeito detentor de direitos. Até pela temática, em nível nacional, portadoras de deficiência devem se mostrar, sem nenhum preconceito", disse Célia Costa, que considera os resultados obtidos com o projeto "fantásticos". Para ela, a obra é uma forma de dar visibilidade aos direitos das pessoas com deficiência para que a sociedade possa ver e, principalmente, entender que não é preciso ter qualquer tipo de preconceito. "Cada participante mostra, mesmo com a sua deficiência, o que pode fazer de melhor", diz.
A obra "Olhar Diferente", promovida em parceria com a Secretaria da Cultura do Estado (Secult) e executada pela Associação para o Desenvolvimento dos Municípios, é um convite, literalmente, para ver a pessoa com deficiência com "outros olhos", sem preconceito. Ela é capaz de ser ator e mostrar seus talentos. Em várias páginas, o conteúdo mostra como é possível "moldar" novas perspectivas de vida por meio das artes cênicas e da pintura. São os atores que acreditam nas novas possibilidades de tornarem-se cidadãos comuns, ou seja, protagonistas da própria vida.
Cores e possibilidades
A obra apresenta um mundo de possibilidades para as pessoas especiais. São casos de superação, mas o importante é continuar a caminhada e ajudar a outras pessoas que ainda se encontram no início do caminho. São exemplos do Raimundo Marques, atual presidente da Associação Municipal dos Deficientes Físicos de Pedra Branca. Hoje, superado o trauma da infância, ele participa de conferências pelo País. É um modelo de que não existe deficiência ou limitações para ser feliz.
E os limites também são inexistentes quando tintas e pincéis são utilizados. Colorir um mundo que só pertence a eles, sem a interferência de outros, é ideal para proporcionar autonomia e segurança. Neste momento, os jovens não têm deficiência e colocam tudo o que for resultado da sua criatividade. Na música, revelam-se talentosos e, no ritmo das notas, expressam sentimentos e mostram o caminho da superação.
Percebemos no projeto que cada uma dessas pessoas são sujeitos de direitos"
Célia Costa
Presidente da APDMCE
Mais informações
Associação das Primeiras-Damas do Estado do Ceará (APDMCE)
(85) 4006.4058
MAURÍCIO VIEIRA
REPÓRTER
DN
Fortaleza. Eles sorriem, brincam, encenam, pintam, criam e recriam a arte. São jovens e adultos que precisam de oportunidades para mostrar que também são capazes de inovar e, principalmente, colocar em prática muitos talentos. A publicação "Olhar Diferente", iniciativa da Associação para o Desenvolvimento dos Municípios do Estado do Ceará (APDMCE), formada pelas primeiras-damas das prefeituras, é uma abordagem de todos os projetos desenvolvidos para beneficiar as pessoas com algum tipo de necessidade especial, seja visual, auditiva, física ou mental.
O lançamento da obra, executado a partir do sucesso obtido com os projetos executados pela Associação, acontecerá em sete cidades do Interior a partir da próxima terça-feira, em Acopiara, no Pólo de Lazer Edson Monteiro de Oliveira; e terminará no dia 18 de novembro, no Crato. As outras cidades a serem visitadas para o lançamento da publicação são: Tauá, Limoeiro do Norte, Fortaleza, Pacoti e Sobral.
De acordo com a presidente da APDMCE, Célia Costa Lima, a publicação é uma mostra dos resultados obtidos com o projeto desenvolvido nas 21 instituições, beneficiando cerca de 600 pessoas com deficiência. As instituições estão localizadas em 16 cidades. No início, o projeto atendia apenas a 14 instituições, com um total de 250 pessoas. "A Associação, historicamente, tem um papel de transformação da sociedade, dos atores sociais", ressalta Célia Costa. E acrescenta informando que todas as cidades atendidas pelo projeto foram escolhidas com base no setor em que possuem destaque, como o de cerâmica no município de Limoeiro do Norte, por exemplo.
Balanço
O projeto começou em março deste ano. Os resultados foram publicados no livro, mas continuam por meio de seminários para capacitar gestores em projetos sociais. Cada município foi contemplado com diversos aspectos, que inclui desde a produção de cerâmicas, dança, música, pintura e teatro. Isso mostra que as cidades não foram beneficiadas em todas as categorias, mas naquelas em que são destaques no comércio ou possuem produção em larga escala. "As cidades que possuem aptidão para o teatro recebeu projeto nessa área e assim segue nas outras cidades", diz.
O livro é uma coletânea de relatos, que vão desde os próprios atores, os clientes até os pais. "Gestores de cada instituição também contribuíram com depoimentos. O relato das outras instituições está implícito. Percebemos que cada um deles é um sujeito detentor de direitos. Até pela temática, em nível nacional, portadoras de deficiência devem se mostrar, sem nenhum preconceito", disse Célia Costa, que considera os resultados obtidos com o projeto "fantásticos". Para ela, a obra é uma forma de dar visibilidade aos direitos das pessoas com deficiência para que a sociedade possa ver e, principalmente, entender que não é preciso ter qualquer tipo de preconceito. "Cada participante mostra, mesmo com a sua deficiência, o que pode fazer de melhor", diz.
A obra "Olhar Diferente", promovida em parceria com a Secretaria da Cultura do Estado (Secult) e executada pela Associação para o Desenvolvimento dos Municípios, é um convite, literalmente, para ver a pessoa com deficiência com "outros olhos", sem preconceito. Ela é capaz de ser ator e mostrar seus talentos. Em várias páginas, o conteúdo mostra como é possível "moldar" novas perspectivas de vida por meio das artes cênicas e da pintura. São os atores que acreditam nas novas possibilidades de tornarem-se cidadãos comuns, ou seja, protagonistas da própria vida.
Cores e possibilidades
A obra apresenta um mundo de possibilidades para as pessoas especiais. São casos de superação, mas o importante é continuar a caminhada e ajudar a outras pessoas que ainda se encontram no início do caminho. São exemplos do Raimundo Marques, atual presidente da Associação Municipal dos Deficientes Físicos de Pedra Branca. Hoje, superado o trauma da infância, ele participa de conferências pelo País. É um modelo de que não existe deficiência ou limitações para ser feliz.
E os limites também são inexistentes quando tintas e pincéis são utilizados. Colorir um mundo que só pertence a eles, sem a interferência de outros, é ideal para proporcionar autonomia e segurança. Neste momento, os jovens não têm deficiência e colocam tudo o que for resultado da sua criatividade. Na música, revelam-se talentosos e, no ritmo das notas, expressam sentimentos e mostram o caminho da superação.
Percebemos no projeto que cada uma dessas pessoas são sujeitos de direitos"
Célia Costa
Presidente da APDMCE
Mais informações
Associação das Primeiras-Damas do Estado do Ceará (APDMCE)
(85) 4006.4058
MAURÍCIO VIEIRA
REPÓRTER
DN

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