Prefeitura Municipal comprou o acervo e conseguiu recursos para a construção do Centro Cultural do AraripeCrato O complexo do Crato da Rede Ferroviária Federal Cidade Anônima (RFFSA), que envolve parque de manobras, estação ferroviária, armazéns e a casa residencial do agente, foi um dos poucos patrimônios da RFFSA restaurado no Interior do Estado. E isso serve de modelo para que os antigos prédios que serviam de estação ferroviária sejam revitalizados e passem a contar com uma melhor infra-estrutura. A Prefeitura Municipal comprou o acervo e conseguiu recursos junto aos governos Federal e Estadual para a construção do Centro Cultural do Araripe. Naquele espaço funcionam, atualmente, a Secretaria de Cultura, Esporte e Juventude, a biblioteca municipal e um telecentro. Instalações que são capazes de proporcionar um movimento intenso de pessoas e, com isso, ocasionar a revitalização do local em um tempo mais hábil.
Uma das salas está sendo adaptada para a instalação de Arte Vicente Leite, que foi fechado temporariamente para restauração dos quadros. A secretária de Cultura, Danielle Esmeraldo, informou que será instalado o "Expresso do Mundo", um espaço cultural que funcionará em parceria com o Instituto Lusofônico, uma entidade de Portugal que reúne os países de Língua Portuguesa, entre os quais, Guiné Bissau, Angola, Timor Leste, São Tomé e Príncipe, Portugal, Moçambique e Brasil.
O parque de manobras foi urbanizado e transformado numa grande área de lazer, onde são realizadas apresentações folclóricas, shows, festivais e festas carnavalescas. "Hoje, a antiga estação da RFFSA é um referencial dos acontecimentos culturais do Cariri", diz a secretária, destacando que no mesmo espaço foram construídos outros equipamentos como o restaurante popular que fornece 1.000 refeições por dia e a nova estação do trem urbano que ligará Crato à Juazeiro do Norte.
Histórico
A estação do Crato foi inaugurada em 1926, com a presença do Padre Cícero. A chegada do primeiro trem foi o marco de desenvolvimento para a região do Cariri. Era ali a estação terminal da linha que foi um prolongamento da antiga Estrada de Ferro de Baturité, que começou a operar perto de Fortaleza. O prédio tem um valor histórico inestimável para a cidade, uma vez que foi o marco para o desenvolvimento industrial e para o aumento do fluxo de pessoas que passaram a visitar a cidade. Em 2003 propôs a compra do patrimônio, iniciando as negociações para a compra do conjunto da RFFSA. Este conjunto incorpora os prédios da estação e do armazém e toda área da faixa de domínio da via férrea, inclusive o amplo terreno ao lado da estação, onde hoje são realizadas as festas populares, e o parque de manobras. A RFFSA ficou somente com a linha. Os trens já não passam por ali há muitos anos. Mesmo assim, a memória oral é capaz de voltar ao passado, com a evolução da cidade.
Mais informações
Secretaria de Cultura de Juazeiro
Avenida Castelo Branco, 150
(88) 3571.5933
ANTÔNIO VICELMO
REPÓRTER
DN
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