Itatira-CE. A Paróquia de Nossa Senhora do Carmo, localizada neste município, realiza, amanhã, às 16 horas, a 14ª Missa do Vaqueiro, mantendo assim a tradição de resgate da cultura nordestina. A celebração acontecerá no Parque Odilon Veloso Jucá. O agropecuarista e empresário Afonso Jucá, que organiza a festa desde 1995, este ano resolveu prestar homenagem aos meios de comunicação que dedicam espaço ao vaqueiro, resgatando a figura de um símbolo vivo no sertão. Estão também à frente da organização da missa padre Abraão Correia, Ismar Bezerra e Eliete Jucá.
Serão homenageados com a comenda Zezé Jucá o jornal Diário do Nordeste, a TV Diário e as rádios São Francisco e Jornal de Canindé.
Além dos veículos de comunicação, serão homenageados pela paróquia os prefeitos Cláudio Pessoa, de Canindé; Júnior Tavares, de Itatira; Zé Dival, de Caridade; Marcos Mariz Santos, de Paramoti; Wilson de Pinho, de Madalena; Fernando Assef, de Boa Viagem; e Chagas Mesquita, de Santa Quitéria.
História
De acordo com o historiador e filho do empresário Afonso Jucá, Danúbio Sales Jucá, a missa do vaqueiro de Lagoa do Mato, na cidade de Itatira, começou com uma ferra de gado na Fazenda Sussuarana no dia 12 de junho de 1995, quando seu pai convidou os amigos Manoel Bernardo e Antônio Simão para ferrar o rebanho da fazenda. No ano seguinte, convidou novamente os amigos para mais uma lida com o gado. Após o almoço, aconteceu uma cantoria de violão para os presentes e, depois disso, a festa em homenagem ao homem simples, porém corajoso, ganhou maior notoriedade na cidade.
“Em 1997 aconteceu a primeira cavalgada com o estandarte de Nossa Senhora do Carmo e, a partir dessa data, a missa ficou sob a coordenação da Igreja. Um detalhe interessante é que na primeira missa participaram apenas 20 vaqueiros, para este ano, já confirmaram presença mais de 200 cavaleiros”, frisa Danúbio Jucá.
Após a missa do vaqueiro acontecerá a novena, às 18 horas, no pátio da Praça Matriz de Nossa Senhora do Carmo e, logo em seguida, um leilão para os homenageados.
De acordo com Afonso Jucá, “estamos resgatando a nossa cultura. A Missa do Vaqueiro é uma forma de prestarmos homenagem a essa gente simples, que passa o ano inteiro na luta do gado”, concluiu.

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