
Secretário diz que a opção pela Polícia Militar no gerenciamento de crise, no ano passado, foi ´meramente técnica´
O secretário da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), Roberto Monteiro, negou ontem, durante a 1ª Conferência Estadual de Segurança Pública (Conseg), existir qualquer crise na Segurança Pública do Estado.
O problema teria surgido após a divulgação, na edição de ontem do Diário do Nordeste, de um ofício enviado pelo secretário à Corregedoria-Geral dos Órgãos da Segurança Pública, em agosto do ano passado, questionando possíveis transgressões disciplinares cometidas por delegados da Polícia Civil no local do assassinato do delegado Cid Júnior Peixoto do Amaral, executado pelo procurador de Justiça aposentado Ernandes Lopes Pereira.
Antigo
´Não há nenhuma crise´, se apressou em dizer o titular da pasta da Segurança, lembrando que o caso era antigo e já vinha sendo apurado pela Corregedoria, e que, só agora, pela Imprensa, acabou vindo à tona.
Monteiro justificou sua opção pelo comando da Polícia Militar no gerenciamento da crise, em detrimento da Polícia Civil. ´A crise tem que ser gerenciada por quem tem capacidade técnica. Nós não sabiámos de nada do que acontecia lá dentro. Ouvimos dizer que lá havia tomada de reféns. Quando há uma situação dessas, a doutrina diz: conter, isolar e negociar. E a situação estava contida, isolada e já se estava partindo para as negociações. Nesses casos, a primeira ação deve ser escolher quem será o responsável por aquele gerenciamento, e eu escolhi a PM´.
O titular da pasta da Segurança comentou que a ação dos policiais civis teria sido tão ´improvisada´, que, no momento da saída, o acusado acabou sendo agredido com um tapa por uma senhora.
Em seguida, Monteiro não imaginou que o caso pudesse ter alguma repercussão. ´Peguei a gravação dessa cena (da agressão de uma mulher ao acusado, com um tapa), juntei com o ofício, botei para apurar e depois esqueci´.
REPERCUSSÃO
Matéria é comentada na Assembléia Legislativa
Na manhã de ontem, a crise gerada na Segurança Pública pelo conflito entre o secretário de Segurança e delegados da Polícia Civil, foi tema de discussão também em sessão plenária da Assembléia Legislativa.
O deputado Ely Aguiar (PSDC) fez críticas ao secretário Roberto Monteiro. O parlamentar citou a matéria publicada ontem, com exclusividade, pelo Diário do Nordeste. Para Ely, a cidade está desassistida e quando se espera uma ação enérgica para combater a criminalidade crescente, o secretário se volta contra a própria Instituição. ´A situação é grave. Não conheço um delegado de Polícia que esteja satisfeito com a atual política do secretário. Ele é um homem de princípios, mas não está preparado para o cargo. Ele não aparece e não fala, por exemplo, sobre as fugas que estão acontecendo nas delegacias. Em termos de segurança, estamos à deriva´, afirmou Ely Aguiar.
Por fim, o deputado registrou que não existe uma carga horária para os policiais civis e militares, ´que trabalham até setenta horas por semana, como se fossem robôs´.
Para o deputado Augustinho Moreira (PV), os delegados, muitas vezes, pensando que vão facilitar na apuração do crime, acabam dificultando. Para ele, é preciso estimular a Secretaria e reconhecer que o secretário adota medidas legais. ´Não existe crise. Temos é que prender a bandidagem´.
PERY NEGREIROS
Especial para Polícia
DN
O secretário da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), Roberto Monteiro, negou ontem, durante a 1ª Conferência Estadual de Segurança Pública (Conseg), existir qualquer crise na Segurança Pública do Estado.
O problema teria surgido após a divulgação, na edição de ontem do Diário do Nordeste, de um ofício enviado pelo secretário à Corregedoria-Geral dos Órgãos da Segurança Pública, em agosto do ano passado, questionando possíveis transgressões disciplinares cometidas por delegados da Polícia Civil no local do assassinato do delegado Cid Júnior Peixoto do Amaral, executado pelo procurador de Justiça aposentado Ernandes Lopes Pereira.
Antigo
´Não há nenhuma crise´, se apressou em dizer o titular da pasta da Segurança, lembrando que o caso era antigo e já vinha sendo apurado pela Corregedoria, e que, só agora, pela Imprensa, acabou vindo à tona.
Monteiro justificou sua opção pelo comando da Polícia Militar no gerenciamento da crise, em detrimento da Polícia Civil. ´A crise tem que ser gerenciada por quem tem capacidade técnica. Nós não sabiámos de nada do que acontecia lá dentro. Ouvimos dizer que lá havia tomada de reféns. Quando há uma situação dessas, a doutrina diz: conter, isolar e negociar. E a situação estava contida, isolada e já se estava partindo para as negociações. Nesses casos, a primeira ação deve ser escolher quem será o responsável por aquele gerenciamento, e eu escolhi a PM´.
O titular da pasta da Segurança comentou que a ação dos policiais civis teria sido tão ´improvisada´, que, no momento da saída, o acusado acabou sendo agredido com um tapa por uma senhora.
Em seguida, Monteiro não imaginou que o caso pudesse ter alguma repercussão. ´Peguei a gravação dessa cena (da agressão de uma mulher ao acusado, com um tapa), juntei com o ofício, botei para apurar e depois esqueci´.
REPERCUSSÃO
Matéria é comentada na Assembléia Legislativa
Na manhã de ontem, a crise gerada na Segurança Pública pelo conflito entre o secretário de Segurança e delegados da Polícia Civil, foi tema de discussão também em sessão plenária da Assembléia Legislativa.
O deputado Ely Aguiar (PSDC) fez críticas ao secretário Roberto Monteiro. O parlamentar citou a matéria publicada ontem, com exclusividade, pelo Diário do Nordeste. Para Ely, a cidade está desassistida e quando se espera uma ação enérgica para combater a criminalidade crescente, o secretário se volta contra a própria Instituição. ´A situação é grave. Não conheço um delegado de Polícia que esteja satisfeito com a atual política do secretário. Ele é um homem de princípios, mas não está preparado para o cargo. Ele não aparece e não fala, por exemplo, sobre as fugas que estão acontecendo nas delegacias. Em termos de segurança, estamos à deriva´, afirmou Ely Aguiar.
Por fim, o deputado registrou que não existe uma carga horária para os policiais civis e militares, ´que trabalham até setenta horas por semana, como se fossem robôs´.
Para o deputado Augustinho Moreira (PV), os delegados, muitas vezes, pensando que vão facilitar na apuração do crime, acabam dificultando. Para ele, é preciso estimular a Secretaria e reconhecer que o secretário adota medidas legais. ´Não existe crise. Temos é que prender a bandidagem´.
PERY NEGREIROS
Especial para Polícia
DN
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