Fortaleza-Ce. O não desmatamento e a preservação do meio ambiente estiveram entre os principais assuntos abordados, ontem pela manhã, no XIII Seminário Nordestino de Pecuária (PecNordeste), que está sendo realizado até amanhã no Centro de Convenções do Ceará, em Fortaleza. O tema foi tratado pela senadora Kátia Abreu, que é a primeira mulher a presidir a Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA) que agrega também a presidência do Conselho Deliberativo do Serviço Nacional de Aprendizagem (Senar). Ela destacou ainda a importância do espaço que é dado pelo PecNordeste aos temas ambientais, que precisam ser debatidos cada vez mais pela sociedade.
“As questões ambientais são, no momento, nossas maiores preocupações. São um problema unânime”, disse ela. E a preservação do meio ambiente está ligada diretamente à agricultura e à produção de alimentos. De acordo com a senadora, é possível realizar uma agricultura sem que esta afete de forma negativa o meio ambiente e isso está sendo debatido nas mudanças propostas para o Código Florestal. “É impossível parar de produzir comida, entretanto, as duas coisas, produção alimentar e questão ambiental, têm que andar juntas. A lei ideal deve ter consonância social, caso contrário, não tem conseqüência positiva”, declarou.
“Durante cerca de 15 anos este assunto era tratado com exclusividade por um grupo de pessoas. Existia um monopólio sobre o tema. No entanto, hoje, a sociedade está participando e temos encontrado medidas para combater isso”, comentou a senadora e acrescentou: “A legislação pode ser modificada”.
Ela citou, ainda, dois pontos importantes que estão sendo tratados nessa mudança: O primeiro refere-se ao desmatamento zero. O Brasil, segundo ela, possui muita área onde se pode plantar sem ser preciso desmatar; o segundo ponto é a possibilidade de produzir com preservação ambiental.
A proposta, conforme Kátia Abreu, é reverter economicamente a área florestal nativa do Brasil com serviços ambientais. Um deles seria repassar para o produtor o valor de quanto custa a preservação do local onde ele plantou, por exemplo, um hectare de milho. Atualmente, informou a senadora, o País possui 5 milhões de produtores, destes, 85% são de pequena propriedade.
A CNA, segundo a senadora, tenta debater o tema há 13 anos, mas só há quase um ano começou a se apoiar na pesquisa científica para poder, de forma concreta, discutir o assunto. “E foi uma decisão acertada”.
Inovação
Levando em consideração que o PecNordeste tem como um de seus objetivos mostrar a diversidade do agronegócio, durante a coletiva, foi mostrado todo o potencial do caju. A partir do produto, Yuruana Guerra, produziu pão, patê, cookies, pastel e canudinho. “Do caju pode se aproveitar tudo”, disse ela.
A programação do XIII PecNordeste prossegue hoje com seminários, cursos, visitas técnicas, aulas práticas e oficinas. As áreas contempladas no evento são: apicultura, aqüicultura e pesca, artesanato, avicultura, bovinocultura, caprinovinocultura, eqüinocultura, estrutiocultura e suinocultura. Um dos destaques de hoje será o VII Concurso de Queijos Regionais, a partir das 14 horas. Das 18 às 20 horas será realizada a premiação.
Mais informações:
XIII Feira de Produtos e de Serviços Agropecuários (PecNordeste)
Centro de Convenções
Faec: (85) 3535.8009
Evelane Barros
Repórter
DN

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