sexta-feira, 29 de maio de 2009

Sobe para cinco o número de mortos após barragem romper no Piauí

O número de mortes causadas pelo rompimento da barragem de Algodões, na região de Cocal (PI), subiu para cinco, nesta sexta-feira (29). Segundo nota divulgada pelo governo estadual, o corpo de um homem de 36 anos foi econtrado pelos bombeiros.

A enxurrada provocada pelo rompimento da barragem, na quarta-feira (27), arrastou casas, animais e pessoas. Em menos de uma hora, quase 50 bilhões de litros d'água desapareceram do reservatório.

Plantações inteiras foram destruídas e as casas foram arrastadas pela água. Balanço da Defesa Civil afirma que cerca de 3 mil pessoas ficaram desalojadas (saíram de seus imóveis e foram para casa de parentes e amigos) ou desabrigadas (foram para abrigos públicos).

A força da água foi tanta que derrubou 17 postes de energia elétrica. O fornecimento foi suspenso na região e 30 mil pessoas estão sem luz.

Até a noite de quinta-feira (28), 11 pessoas estavam desaparecidas. Na manhã desta sexta, o governo do Piauí informou que sete foram encontradas com vida. A quinta vítima morta estava entre os outros desaparecidos, segundo a assessoria de imprensa da administração estadual.

A assessoria afirma, porém, que os bombeiros disseram que receberam a informação de mais uma pessoa que sumiu. Por isso, as buscas a quatro pessoas desaparecidas sumiram. Entre elas, estão duas crianças.

O governo diz ainda que o tráfego na BR-343 foi impedido e, por isso, o acesso ao litoral piauiense está prejudicado. As cabeceiras da ponte sobre o Rio Pirangi, a cinco quilômetros da cidade de Buriti dos Lopes (PI), foram atingidas pela enxurrada.

Investigação

Também por meio de nota, o governo do Piauí diz que o rompimento da barragem de Algodões I vai ser investigado. Segundo a presidente da Empresa de Gestão de Recursos do Piauí (Emgerpi), Lucile Moura, o governador Wellington Dias determinou a criação de um comitê técnico para analisar o caso.

Ela afirma que Dias também determinou abertura de inquérito, por parte da Secretaria de Segurança, para apurar as responsabilidades.

*(Com informações da Globo News)


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