Quem pegou dinheiro emprestado no Brasil já pagou muitos juros. Por outro lado, quem conseguiu investir já ganhou muito. Com a queda da taxa básica esse cenário mudou: os financiamentos ficaram mais baratos, e os ganhos com aplicações diminuíram.
Mas no caso da caderneta de poupança, não importa o que aconteça, o rendimento tem um piso – fixado por lei – de 6% ao ano. O problema dizem os economistas, é que do outro lado da poupança está quem precisa de credito pra comprar casa. E num cenário de queda dos juros isso pode limitar também a redução da taxa do financiamento imobiliário.
De cada R$ 100 depositados na poupança, R$ 65 precisam financiar moradias. Quando os bancos emprestam esse dinheiro pra quem quer comprar casa própria, eles cobram, além dos juros fixos que pagam aos poupadores, os custos e riscos de fazer um empréstimo: hoje a taxa de financiamento chega a TR (Taxa Referencial) mais 12% ao ano.
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