
Apesar do nível de reserva de água ter alcançado um recorde histórico, a tendência para os próximos meses é de estabilização. É o que afirma o chefe de gabinete da Companhia de Gestão de Recursos Hídricos (Cogerh), Antônio Treze de Melo Lima. De acordo com dados divulgados pelo último boletim da Companhia, os 131 reservatórios cearenses monitorados pela Cogerh já acumularam 17,07 bilhões de metros cúbicos de água. A quantidade equivale a 95,78% da capacidade total dos açudes do Estado, que é de 17,8 bilhões de metros cúbicos, o maior volume de água acumulado desde que a Cogerh passou a monitorar os açudes, em 1993.
“Este é um volume de reserva recorde porque a quadra chuvosa deste ano foi atípica. Mas estamos fazendo um trabalho junto com a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) e esperamos que haja uma retração das chuvas, que atualmente estão mais concentradas nas regiões Litorânea e Norte. Com isso, a reserva deve se estabilizar”, analisa Antônio Treze.
Estabilidade
O chefe de gabinete procurou tranqüilizar a população quanto ao risco de problemas estruturais nos reservatórios, principalmente por conta do rompimento da barragem de Algodões (Piauí), na última quarta-feira. Segundo ele, a Companhia faz o monitoramento constante dos reservatórios, num trabalho articulado com a Defesa Civil estadual e o Departamento Nacional de Obras contra as Secas (Dnocs), que atua junto aos açudes federais.
O chefe de gabinete procurou tranqüilizar a população quanto ao risco de problemas estruturais nos reservatórios, principalmente por conta do rompimento da barragem de Algodões (Piauí), na última quarta-feira. Segundo ele, a Companhia faz o monitoramento constante dos reservatórios, num trabalho articulado com a Defesa Civil estadual e o Departamento Nacional de Obras contra as Secas (Dnocs), que atua junto aos açudes federais.
Ele ressaltou que açudes como o Castanhão, o maior do Estado, e o Banabuiú possuem tecnologia para controlar o volume que sai pelas suas comportas. “O Castanhão foi bem projetado e bem construído, não há risco para a população. Até porque acreditamos que o pior período das chuvas já passou”, ressalta.
Com relação ao Açude Cedro, o mais antigo do Ceará, a contribuição da Bacia Hidrográfica do Cedro é muito pequena para a capacidade do açude. Este ano, o nível do reservatório passou de 4,29% para 31,81%, o que corresponde a 40 milhões de metros cúbicos de água. “ Ainda assim consideramos um bom aporte”, avalia Antônio Treze.
Atualmente, os açudes localizados nas bacias do Coreaú, Litoral, Acaraú, Baixo Jaguaribe e Rio Parnaíba estão com 100% da capacidade. A bacia com o menor aporte é o Banabuiú, com 89,19%, seguida pela do Salgado, com 92,71%.
Mais informações:
Companhia de Gestão de Recursos Hídricos (Cogerh)Rua Adualdo Batista, 1550 - Parque Iracema, Fortaleza(85) 3218.7023
Companhia de Gestão de Recursos Hídricos (Cogerh)Rua Adualdo Batista, 1550 - Parque Iracema, Fortaleza(85) 3218.7023
KAROLINE VIANA
Repórter
DN
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