O aposentado Diniz Alves Seitas Fernandes, 51 anos, tem um quarto só para morcegos em sua casa, na Travessa Pedro Pinto, no Barreto, em Niterói. No cômodo, vivem pelo menos 50 exemplares, que entram e saem da residência sem cerimônia. Ele e a mulher já fizeram de tudo para expulsar os hóspedes indesejáveis. Resta manter a porta do quarto fechada para pelo menos ter um pouco de paz na sala.O convívio com morcegos se arrasta há seis anos. Em 2002, ao retirar o forro do quarto, descobriu um casal instalado no telhado. “O pedreiro ficou com medo e abandonou a obra”, relata ele, que na época deixou a casa fechada para fazer tratamento de saúde em Minas. Ao retornar em julho, o aposentado descobriu o cômodo infestado. Fez de tudo para enxotar os morcegos. “Coloquei tela nas frestas do telhado, mas eles passaram a entrar pela sala”, conta Diniz, que abria a porta do quarto para pelo menos deixar o resto da casa livre.
Ano passado, técnicos da Vigilância Sanitária, em visita para o combate de ratos no bairro, orientaram o morador a não matar os morcegos. “Explicaram que são benéficos ao meio ambiente. Mas os bichos continuaram aqui”, revela. Ao saber que os animais podem transmitir doenças, como a raiva, Diniz buscou ajuda. Técnicos do Centro de Zoonoses de Niterói estarão hoje no local para avaliar a situação. O quarto dos morcegos já foi apelidado de batcaverna.
Foto: Fábio Gonçalves / Agência O DIA
Nenhum comentário:
Postar um comentário